samedi 30 mars 2013

O dia que durou 21 anos




O longa metragem documentário sobre o golpe de 1964 "O dia que durou 21 anos", do diretor Camilo Tavares, estreia dia 29 de março de 2013 nos cinemas!








O então presidente dos EUA, John F. Kennedy, e o então embaixador dos EUA no Brasil, Lincoln Gordon, na Casa Branca





Como vocês bem sabem, no próximo dia 1º de abril o golpe militar completa 49 anos! Este documentário, utilizando-se de informações recentemente liberadas pelo governo americano e entrevistas incríveis com generais e membros da resistência ao golpe no Brasil, reconstitui numa narrativa dinâmica e inteligente toda a atmosfera que precedeu o golpe. Simplesmente imperdível! 
Em um país onde a memória histórica é tão pequena, este filme certamente pode e deve servir de instrumento privilegiado em escolas, faculdades, etc, para a recuperação de fatos tão decisivos à construção de nossa nação. Explicitar (de forma jornalística e sem recalques) a participação dos EUA no golpe e seu modus operandi é certamente uma das tantas virtudes deste grande filme.
Lembro que no circuito comercial brasileiro, ou o filme vai bem na primeira semana ou sai de cartaz. Neste sentido, conto com a audiência de todos o mais breve possível para darmos a este filme o espaço que merece. 

Salas e cidades que o filme entrará em cartaz no próximo dia 29 de março de 2013:
São Paulo - Espaço Itaú e Reserva Cultural
Rio de Janeiro: Circuito Estação
Brasília - Espaço Itaú e Cine Cultural Liberty Mall
Porto Alegre - Espaço Itaú
Curitiba - Espaço Itaú
Florianópolis - Cine Spaço
Salvador - Espaço Itaú e SaladeArte

             O dia que durou 21 anos

Este filme é fruto de uma minuciosa pesquisa realizada ao longo de quase 4 anos em arquivos dos governos dos EUA e do Brasil. A produção do filme conseguiu levantar, nos EUA, documentos Top Secret e áudios originais da CIA, Departamento de Estado e Casa Branca, que mostram como os presidentes J.F. Kennedy e depois o Lyndon Johonson juntamente com o então embaixador americano no Brasil Lincon Gordon articularam o plano civil e militar para derrubar o presidente João Goulart, democraticamente eleito pelo voto popular.
Nos EUA todas as conversas por telefone na sala da presidência da Casa Branca são gravadas, e é chocante você ouvir a voz dos presidentes Kennedy e depois do Lyndon Jonson articulando e dando as ordens para a efetivação do Golpe de 64 no Brasil. Toda a documentação e áudios exibidos no filme são originais e inéditos, é tudo verdade! É impressionante você descobrir através de documentos e áudios originais que os EUA desde de 61 já estava amedrontando e convencendo a opinião pública dos EUA e na sequencia em 62 a opinião publica brasileira de que a figura do então vice presidente João Goulart era perigosa e daninha. O filme tem um ritmo de suspense que te prende do início ao fim.
A direção do filme é do Camilo Tavares, filho do jornalista político Flavio Tavares, que fez todas as entrevistas do filme, e também assina a produção executiva com Karla Ladeia. Flavio Tavares é escritor, elogiado por Saramago e Ernesto Sabato que o comparou a Dostoievski. F.Tavares ganhou 2 prêmios Jaboti de literatura com livros sobre o tema ("O dia que Getúlio Matou Allende" e "Memórias do Esquecimento"), ele foi um dos 15 presos políticos trocados no sequestro do embaixador americano em setembro de 1969.
O filme teve uma ótima repercussão na imprensa americana (magazine - The Hollywood Reporter, Magazine - Variety, Magazine - ScreenDaily) e brasileira. O filme participou de vários festivais importantes como o 29° Long Island Film Festival em Nova Yorque, o Arizona International Film Festival nos EUA, o Globians Film Festival em Berlim, o Festival do Rio, a 36ª. Mostra de Cinema de São Paulo entre outros.
Indicado pela critica nos EUA e Brasil:
"Excelente, emocionante história", The Hollywood Reporter - USA
"Revelador, merece aplausos", Variety - USA
“Fascinante”, ScreenDaily - USA
“Pedra preciosa”, Luiz Carlos Merten - Estadão
“Um filme de verdade”, Nelson Pereira dos Santos – Cineasta
“Contundente, contribui para a construção da história do país”, Carta Maior









Exposição apresenta a obra de Ivan Serpa na visão de Adriano de Aquino














A CAIXA Cultural Rio de Janeiro apresenta, de 5 de março a 28 de abril, a exposição “Olhar de Artista: Adriano de Aquino lê Ivan Serpa”, trazendo a visão do pintor Adriano de Aquino sobre a trajetória do artista Ivan Serpa. A exposição tem patrocínio da Caixa Econômica Federal e do Governo Federal.
Na curadoria, Aquino selecionou aproximadamente 80 trabalhos de Serpa, que revelam a pluralidade própria à obra do homenageado. Ao invés de privilegiar um período da carreira de Serpa ou uma linguagem com que tenha trabalhado, a mostra explora a multiplicidade de sua trajetória, tendo como ponto de partida o quadro da “Série Geomântica”, sem título, pintado em 1973. A obra não chegou a ser concluída pelo pintor e, em catálogo, ganhou a inscrição “Inacabado” entre as suas descrições técnicas.
O quadro “Inacabado” aproxima duas figuras de referência para a história da pintura brasileira, Serpa e Aquino. As trajetórias de ambos ajudam a compreender as principais forças que mobilizaram o campo artístico em meados do século XX. Cada um à sua maneira, ambos são reconhecidos por sua forte sensibilidade crítica.
Os artistas
Ivan Serpa (1923-1973), nascido no Rio de Janeiro, além de pintor e desenhista, também é reconhecido pela diversidade de linguagens que experimentou em sua trajetória. Produziu colagens em papel, desenhos, guaches, híbridos de formas abstratas e figurativas. Foi celebrado como o melhor artista jovem, na primeira Bienal de São Paulo, em 1951, com uma pintura já concreta. Na década de 1960, esteve ligado ao movimento concretista, sendo considerado o pioneiro no Brasil. Em 1953, juntamente com Lygia Clark, Lygia Pape, Weissmann, Palatinik, Oiticica e Aluísio Carvão, articulou a criação de um núcleo de arte chamado Grupo Frente.
Adriano Aquino, em 1973, viajou para Paris, após receber do governo francês uma bolsa de estudos, por sua participação na mostra “12 desenhistas do Rio”. Participou da exposição, “Geometria sensível”, em 1978, realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), do Rio de Janeiro, marco principal de sua volta ao Brasil. Há mais de 30 anos, atua como gestor e articulador de políticas públicas para a cultura. O pintor nasceu mais de 20 anos depois de Serpa, em 1946, porém compartilhou com ele muitas das inquietações que conduziam o ambiente artístico na década de 1960, quando começou a produzir.
Contato para entrevistas:
Lia Baron – (21) 8112-8331 – lia.baron@coletiva.art.br
Serviço:
Exposição “Olhar de Artista: Adriano de Aquino lê Ivan Serpa”
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Galeria 2
Endereço: Av. Almirante Barros, 25, Centro (Metrô: Estação Carioca)
Abertura para convidados e imprensa: 4 de março de 2013 (segunda-feira), às 19h
Visitação: de 5 de março a 28 de abril de 2013
Horários: de terça a domingo, das 10h às 21h
Entrada franca
Informações: (21) 3980-3815
Classificação indicativa: Livre para todos os públicos
Acesso para pessoas com deficiência
Programação completa da CAIXA Cultural: www.caixa.gov.br/caixacultural













Lasar Segall percursos no papel













Vilna, Lituânia, 1891 - São Paulol, SP, 1957 

Artista completo, Lasar Segall experimentou todas as formas de expressão de sua época. Pintor, desenhista, gravador e escultor, foi um mestre doExpressionismo e um dos introdutores do Modernismo no Brasil, vindo a ser um símbolo para toda uma geração.

Nascido em Vilna, capital da Lituânia, na época sob o domínio do Império russo, foi discípulo de Antokolski, um dos mais importantes escultores russos do século XIX. Com 15 anos, porém, instala-se em Berlim e freqüenta a rigorosa Academia Imperial de Belas Artes de Berlim, de onde seria afastado em 1909 por expor na Freie Sezession ( Secessão Livre ), onde ganhou o prêmio Max Lieberman em um período no qual sua obra esteve fortemente influenciada pelo impressionismo.

A partir daí se transfere para Dresden, onde passa a freqüentar a Academia de Belas Artes como aluno-mestre, desfrutando de total liberdade de criação. É também aí que acontece sua primeira exposição individual.
Em 1913, Segall vem pela primeira vez ao Brasil, expondo em São Paulo e Campinas, onde percebe-se já em sua obra uma forte influência do expressionismo do grupo Die Brücke ( A Ponte ), de Dresden. No ano seguinte Segall seria internado em um campo de concentração, experiência que iria representar mais tarde em suas obras inspiradas pela Segunda Guerra.

No início dos anos 20 Lasar Segall instala-se definitivamente no Brasil, naturalizando-se depois de casar com Jenny Klabin, em 1925. A partir daí passa a ser uma das peças centrais do Modernismo, atuando como um contraponto alemão às influências francesas. E neste período que começam a surgir temas brasileiros em sua obra, e as formas passam a ganhar contornos menos angulosos e tensos - mas sem perder a característica expressionista. Mário de Andrade chamou este período de 'fase da contemplação'. As personagens são agora mulatas, negros, marinheiros e prostitutas. Tem grande atuação sob a vida cultural paulista neste momento, fundando a Sociedade Paulista de Arte Moderna ( SPAM ), em 1932. Era amigo e conselheiro de algumas das figuras mais importantes do Modernismo, como Mario de Andrade, Geraldo Ferraz e Gregori Warchavchik - que projetou a casa onde Segall viveu até sua morte. Além disso, passa a dar aulas e irá influenciar toda uma geração de gravadores brasileiros.

Com a aproximação da Guerra, porém, seu trabalho retorna aos temas trágicos. Lasar Segall dizia que a obra devia ser despida de requintes estilísticos se quisesse expressar o sofrimento humano de maneira profunda, e é isso que podemos ver nas séries como Navio de Emigrantes e Pogrom.
No final de sua vida volta aos temas brasileiros, pintando as séries 'Erradias' e 'Florestas'. Em 1951 tem lugar uma grande retrospectiva no MASP, seguida de salas especiais nas I e III Bienais de São Paulo e uma sala póstuma na IV, que foram as primeiras de uma série de exposições que resultariam, mais tarde, na criação do Museu Lasar Segall, instalado na casa em que viveu, no bairro da Vila Mariana.







































Boudin : prétextes pour saisir le temps, les nuages, l'humidité, les éclaircies.



Eugène Boudin en pleine lumière





<i>Scène de plage</i>, Eugène Boudin, 1869.
Scène de plage, Eugène Boudin, 1869. Crédits photo : Colección Carmen Thyssen-Bornemisza en depósito en el Museo Thyssen-Bornemisza, Madri


Le peintre savait capter toutes les nuances des ciels et des nuages. À (re)découvrir au Musée Jacquemart-André, à Paris.


Récemment, Monet a triomphé au Grand Palais et Manet à Orsay. Aujourd'hui vient le tour d'Eugène Boudin (1824-1898). Ce n'est pas trop tôt: la dernière rétrospective parisienne remonte à 1899. À travers une soixantaine de peintures, pastels et aquarelles choisis dans un fonds pléthorique (3600 huiles et près du double de feuilles!), le Musée Jacquemart-André rend justice à ce pionnier du plein air. La moitié de sa sélection n'a jamais été présentée en France. Pourquoi un si long silence envers celui que Corot surnommait le «roi des ciels» et que le commissaire Laurent Manœuvre qualifie d'«inventeur de la lumière fugitive»? Il entre mal dans la chronologie des écoles et des mouvements. Boudin a dix ans de moins que Courbet, le chantre du réalisme. Il a commencé à peindre plus de vingt ans avant les impressionnistes.
À son époque, on est soit romantique, soit académique. Or cet autodidacte ne s'intéresse ni aux châteaux néogothiques ou aux forêts enchantées, ni aux scènes mythologiques ou aux portraits d'apparat. Il préfère les bords de mer. Si possible vastes et naturels. Ses marines n'ont jamais l'ambition de celles de Vernet. Elles ne sont jamais grandioses. Ce sont plutôt des prétextes pour saisir le temps, les nuages, l'humidité, les éclaircies. Peu de tempêtes, à peine du gros temps quand, au soir de sa vie, la houle renverse ses chères cabines de plage. Plus que tout le Honfleurais aime la marée basse. Il y puise un art là où, comme disait Constable son prédécesseur anglais en air pur, «personne ne pense que cela vaille la peine d'aller le ramasser».
À mi-chemin entre Barbizon et les impressionnistes, Boudin a une manière bien particulière de saisir les beautés de la nature. Il s'y fond. Cela implique plus que l'observation ou le travail de la matière picturale pour elle-même. Il faut sentir, avoir l'impression. Il lâchera un jour ce mot mais personne ne s'en apercevra. Trop tôt.
Boudin admire les Corot et les Diaz. Il les voit travailler sur le motif. Mais pour eux la forêt et les chemins de Fontainebleau ne sont qu'un champ d'étude. Ils réalisent l'essentiel en atelier. Boudin, lui, demeure au dehors. Il a déjà copié les maîtres hollandais. Il a vu dans Watteau des scènes qui, peut-être, ne racontent rien de précis et se prêtent à toutes les énigmes. Il a mangé de la vache enragée avec Jongkind, Monet, Troyon et Van Marck. Une aquarelle à la ferme Saint-Siméon rappelle cette joyeuse époque de tous les possibles. Ils sont là ces traqueurs d'atmosphères changeantes de Normandie. Déjà, ils possèdent le secret des ombres claires et la liberté de touche.

              Inventaire météorologique

Deauville va bientôt devenir la station balnéaire du duc de Morny. Il y aurait matière à s'en faire l'hagiographe servile. Boudin fait mine d'en être. En réalité, il se tient à distance des groupes qui se forment sur le sable. Chroniqueur, certes, mais qui ne cède jamais à l'anecdote. Son Concert au casino (National Gallery of Art, Washington) où l'on ne reconnaît personne, ne sera pas compris. Trop d'évanescence, guère d'allusions mondaines. Sa vérité est autant avec un ânier, un enfant au ballon ou les pêcheuses de Berck. Ils fournissent les mêmes taches de couleurs qui saillent et ravivent son horizon que les ombrelles ou les robes à crinoline. Ils participent au scintillement gris argent du moment.
Règnent plutôt les nuages au-dessus d'une ligne d'horizon de plus en plus basse. Il est dommage que nombre des études de ciels «purs» - exécutées le nez en l'air, et qui subjuguèrent Baudelaire - soient restées au musée du Havre. Mais dans la majorité des huiles, ces travaux, qui frisent l'abstraction, déteignent. Mention spéciale à cet égard pour Marée basse à Saint-Vaast-la-Hougue de 1890, prêt de la collection mexicaine de Pérez Simón, aux strates brun vert des rochers couverts de varech sur une eau au chromatisme à peine plus sombre que le ciel. Le tableau est installé en majesté au cœur de la scénographie sablonneuse (sec ou humide) ou planches blanches de cabines de bain signée Hubert Le Gall.
Boudin va donc plus loin que ne le pensait Baudelaire. Au dos de ses études de ciels, contrairement à ce qu'il prétend, il ne note pas systématiquement la date, l'heure et le vent. Il ne s'est pas lancé dans un inventaire météorologique. Dommage pour le poète, Boudin ne sera pas le Friedrich d'un nouveau Goethe ou le Constable d'un autre Luke Howard (l'Anglais qui a inventé la classification des phénomènes nébuleux en cirrus, stratus et cumulus). Boudin ne développe qu'une appréhension instinctive du moment. Il n'est pas non plus «l'historien des formations d'alluvion, des flaques d'eau que laissent les grandes marées bien avant dans les terres», comme l'écrit Gustave Geffroy en 1883 à l'occasion de la première exposition personnelle de l'artiste, chez Durand-Ruel. Il n'en est que le greffier. Comme les groupes de badauds sur la plage, sa peinture et son temps semblent se dissoudre. Demeure un art délicat, aux tons si justes qu'on devine presque sans indication où l'on se trouve. Deauville n'est pas Portrieux, Bordeaux, Anvers, Rotterdam, Antibes, Villefranche ou Venise. Chaque nuage relève indiciblement du lieu. Du Finistère au Pas-de-Calais, de la Manche à la Méditerranée, Boudin savait humer toutes ces nuances d'iode. Quand bien même il fut à peine mousse, voilà un grand marin.











jeudi 28 mars 2013

Um caminho no deserto












« Penso, como ele, que a fronteira entre a verdade e a mentira é um caminho no deserto. Os homens dividem-se dos dois lados da fronteira. Quantos há que sabem onde se encontra esse caminho de areia no meio da areia? Existem, no entanto, e eu sou um deles.»

Mayombe.  Pepetela      















                 

Tilda Swinton exposée en chair et en os au MoMA




 Par, Valérie Duponchelle
L'actrice oscarisée a fait samedi une performance surprise au Museum of Modern Art de New York. Portrait d'un personnage très «British» au charme tranchant.



On n'avait pas vu ça depuis Marina Abramovic et son record d'endurance,The Artist Is Present, pendant laquelle la reine de la performance a tenu tête à son public, sept heures par jour, six jours sur sept, pendant trois mois (750.000 personnes ont défilé en 2011 au MoMA pour la voir dans les yeux et dans l'Atrium).

De nouveau, voici une louve en offrande au public du grand musée d'art moderne de New York. Longue comme une tige, blonde comme les blés les plus nordiques, stylée comme un garçon, Tilda Swinton dort en princesse vénéneuse dans sa boîte de verre, un jour entier durant. Et devient un drôle d'objet d'art vivant exposé au musée, dans la limite des strictes heures d'ouverture. Un matelas, un oreiller plat, une cruche d'eau. L'actrice, en «casual wear» très chic, jean et chemise en chambray, a posé sagement ses lunettes à côté de son long corps recroquevillé en position fœtale. Action!

Les visiteurs du 11 West 53e Street,entre la Ve et la VIe Avenue, ont eu la surprise, samedi, de découvrir la White Witch de Narnia dans une cage, à côté des files d'attente de la billetterie, spectacle offert à leur bon plaisir. Cette surprise, très art contemporain, pourra se répéter encore une demi-douzaine de fois. Car le MoMA a précisé que Tilda Swinton reviendrait ainsi dormir au musée de façon inatttendue, en changeant l'emplacement de sa cage, de façon aléatoire, jusqu'à la fin de l'année 2013. Un bon moyen de stimuler la curiosité des foules, déjà fort denses, qui se précipiteront dans ce lieu pour surprendre sur l'oreiller cette oscarisée 2008 (meilleur second rôle féminin, après un Bafta, pour son personnage de Karen Crowder dans Michael Clayton) à la filmographie aussi longue qu'inédite. Cet elfe vole sans complexe du plus pur «art et essai» (terrifiante routarde brune dans Broken Flowers, de Jim Jarmusch en 2005) au divertissement pour tous les enfants de la planète (les trois volets de Narnia).

Reine de glace

The Maybe est un exemple spectaculaire - et inerte - de performance que le MoMA avait en tête de montrer depuis sept ans. Longtemps coiffé aussi blond platine que son égérie endormie, Klaus Biensenbach, conservateur en chef du MoMA, est déjà l'homme qui fit venir Marina, sphynge serbe à la longue robe rouge du sacrifice, dans ses murs synonymes du prestigieux Manhattan. Ce globe-trotteur de l'art a expliqué que les tractations furent intenses pour que cette reine de glace vienne à New York.

Connaisseur de la scène contemporaine, il voulait répéter The Maybe, ovni lancé à Londres à la Serpentine Gallery en 1995 par l'actrice, en collaboration avec l'artiste Cornelia Parker, et répétée depuis à Rome et Paris par l'actrice seule. En 2005, Katherine Mathilda Swinton (Tilda est son nom de guerre) tournait des scènes pour Sleepwalkers, installation de l'artiste californien Doug Aitken qui fut projetée en huit films sur les murs extérieurs du MoMA en 2007. Le chef d'orchestre de l'art contemporain au MoMA et la belle inclassable de nos nuits blanches discutèrent au pied de la caravane de tournage. Voilà, sept ans après, le résultat. Ils étaient tous les deux à la Biennale de Sharjah, où Tilda Swinton devait apparaître le mardi 14 au soir au côté du cinéaste Apichatpong Weerasethakul. En bonne star, elle a fait faux bond.

L'art du malaise est l'atout étrange de cette femme à la beauté déroutante et surnaturelle. Pas étonnant que David Bowie, ange du désordre, l'ait choisie pour épouse explosive dans The Stars (Are Out Tonight), le dernier clip de son album historique The Next Day.

Mystère un rien menaçant

Permanentée et raide comme une épouse laissée au salon, cette fille de militaire (Major-General Sir John Swinton, OBE, etc.) porte le petit cardigan pastel comme d'autres la mitraillette. Elle était bien sûr, la semaine dernière, au vernissage de l'exposition David Bowie Is, au Victoria & Albert Museum de Londres, posant en alien avec sa maigreur androgyne devant un portrait de son sosie masculin (est-ce bien le terme?) Ziggy Stardust, au plus délirant avec son soleil d'or peint sur son trop grand front. Cette Écossaise bien née, qui fréquenta la future princesse de Galles, lady Diana Spencer, à la West Heath Girls' School, a l'audace farouche des gens du Nord et des insulaires dressés à la prussienne dans les boarding schools.

Ses premiers pas dans le monde de l'art se firent par feu le cinéaste underground Derek Jarman (1942-1994), esprit subversif comme seule la Grande Ile les invente, pionnier militant de la planète gay. Devant son objectif sans tabous ni convenances, elle déploya son talent à double face, brouillant les genres masculin-féminin, les frontières bien-mal, les normes moral-amoral (infirmière face à Laurence Olivier dans War Requiem, en 1989). Depuis, elle n'a cessé de laisser flotter un suspense légèrement inquiétant dans les castings où elle se risque, gourou nymphomane et exterminatrice (La Plage, du «so British» Danny Boyle, en 2000), bourgeoise milanaise quittant son foyer pour son trop jeune amant le jour même des funérailles de son fils (Amore, de Luca Guadagnino en 2009), voire mère d'un ado tueur de masse (We Need to Talk About Kevin, de Lynne Ramsay en 2011).

Le fait que cette superbe créature de 52 ans partage sa vie entre son amour de toujours, John Byrne, largement son aîné, et l'artiste Sandro Kopp, largement son cadet, passionne les tabloïds anglais et accentue son mystère un rien menaçant. Icône des stars de la mode extrême Viktor & Rolf, qui firent défiler des mannequins littéralement clonés sur elle en 2003, Tilda Swinton concocte ses apparitions en déesse du style, à la fois intensément originale et toujours chic. Seule Joan Rivers, terreur de la Fashion Police sur la chaîne câblée américaine E!, déteste ce personnage trop étrange et la couvre de blagues assassines dès lors qu'elle pose un pied sur un tapis rouge.











mardi 26 mars 2013

Generation WESTINGHOUSE. "Big Bad Wolf"










The Cuban blogger and the ‘Big Bad Wolf’

By Benjamin Willis and Maria Isabel Alfonso

From Counterpunch



Yoani Sanchez’ long-awaited arrival to the United States has been
heralded as a victory for the opposition in Cuba and an example
of how citizen journalists, armed with social media, can bring about
democratic change in authoritarian societies. However, a closer look
at the circumstances of her international journey and the difference
of the receptions she has had so far in the United States and the rest
of the world generates far more questions than it does answers.

Yoani’s meteoric rise as “award-wining” blogger has drawn as much
suspicion as it has admiration. Her blog, Generación Y, has been
championed by some members of the Cuban exile community and by
certain opportunistic academic and journalistic circles because of her
constant criticism of the Cuban government and its control over
freedom of expression and assembly. Her confrontational discourse
and blunt condemnation of Cuba’s official line is “red meat” for a
great part of the exile community while her call for freedom of
expression is an easy bandwagon for liberals to jump onto.
However, not all of the historic exile community is in favor of her
statements. The most recalcitrant faction has strenuously
disapproved of the comments she has made from the beginning
of her journey.

An historical understanding of Cuba’s reality in general, and its
current and past relationship with the United States in particular,
has led several intellectuals, journalists, and common citizens to
question her motives and her resources. Hardly ever before has
somebody with so little experience and output garnered so many
international accolades so fast. The fact that so many of these
awards come from countries that have actively pursued policies
of usurping Cuban sovereignty only adds to the intrigue of
Yoani’s legitimacy.

Salim Lamrani published “40 questions for Yoani Sanchez on
her World Tour” in Opera Mundi on February 19th and many
of them are exactly the type of queries that one must ask if one
is to understand how Yoani could create so much of an
international presence from a country that she repeatedly
claims has such limited access to the internet. Here are some
of the questions posed by Lamrani:

13. How can your blog accept Paypal, a payment system not
available to any island resident because of economic sanctions
that affect, among other things, e-commerce?

16. How are you able to register your domain through the U.S.
company GoDaddy when this is formally forbidden under
current economic sanctions?

17. Your blog is available in 18 languages including; English,
French, Spanish, Italian, German, Portuguese, Russian,
Slovenian, Polish, Chinese, Japanese, Lithuanian, Czech,
Bulgarian, Dutch, Finnish, Korean and Greek. No other Web
site in the world, not even the sites of important international
agencies, such as the UN, the World Bank, the IMF, OECD
or the European Union offers this degree of linguistic support.
Not even the U.S. State Department or the CIA offers this
degree of access to non-English speakers. Who finances
the translations?

18. How is it possible that the site that hosts your blog offers
bandwidth 60 times greater than the Internet access service
Cuba offers to its users?

24. In 2011, you published 400 messages per month.
The price of sending one SMS message from Cuba is
$1.25. So, you spent $7,000 in one year of Twitter use.
Who pays for this?

When asked about this list during her visit to Columbia
University’s School of Journalism she joked that when
she was in Brazil the list had grown to fifty questions and that
she had already answered all of them. These questions though
are not just for Yoani to brush off but are rhetorical questions
that thinking people ought to ask when looking at her website
and the production methods of “Team Yoani”.
Indeed, the
first stop on her 80-day Phineas Fogg-like trip produced
plenty of questions and Yoani’s answers belied the fact
that maybe she wasn’t exactly “ready for primetime.”

Upon her arrival in Brazil, Yoani was greeted by the
stark reality that many global citizens do not agree with
her narrative. She was challenged by Brazilian journalists,
students, and other citizens about her description of
Cuban reality and her answers to three questions in
particular caused her to backtrack almost immediately.

When asked about the U.S. embargo against Cuba, Yoani
stated unequivocally that it was an interventionist policy and
was a justification for the failings of the Cuban government.
Most importantly she emphasized that this policy of economic
strangulation was a “relic of the Cold War” and needed to
be abandoned as soon as possible (“Ya!”). She also called
upon the closing of Guantanamo Bay Naval Base. Not the
detention center that has brought so much infamy to the
United States government and has challenged our notion of
due process, but the actual base which is a violation of Cuban
sovereignty. Lastly, she called for the release of the Cuban
operatives known as the Cuban Five arguing that the Cuban
government has spent an unnecessary portion of its budget to
campaign for their release.

When confronted by Miami Cubans who were incensed by
such commentary Yoani began to backpedal by saying that
her comments about the Cuban Five were “ironic” and that
she believes that they are not innocent. This rationalization
poses a problem for the legitimacy of her position.
For example, now that she has arrived in the United States
her position towards the embargo and Guantanamo has
been mitigated to a milquetoast generalization that there
should be a “dialogue” about these issues. Why is she
advocating for dialogue now instead of demanding for
the termination of unilateral sanctions as she did in Brazil?
Why does she not also decry the interventionist nature of
USAID programs that are specifically aimed at
“regime change” in Cuba? Why are these questions not
being asked in New York, or more pointedly, why aren’t
the institutions and academics not letting them be asked?
The “guardians” at NYU and Columbia have shown a
tendency to “cherry-pick” the questions directed towards
Yoani. Why, in what is supposedly the freest nation on
earth, is this happening? There have been protests and
outbursts in her meetings but no direct challenge has been
allowed that would put her in a position of explaining her
vacillating views on such important topics.

Now, she has expounded on her desire to establish an
independent online newspaper upon her return to the island.
On the surface, this idea seems laudable and is far overdue
to empower civil society in Cuba. But if one stops and
ruminates upon what the basic necessities for setting up an
organization like this entails then several more questions arise
that must be added to the already long list for Yoani.

One person in New York held up a sign that read
“Press isn’t free, It’s just cheap.” We are in an age where
almost every “newspaper” on the planet is struggling to
survive and where hegemonic corporate ownership of
the airwaves, webpages, and what’s left of print media is
almost complete. The few independent news sources
remaining rely heavily on donations and subscriptions
from their supporters and consumers. Also major funding
comes from federal grants. Even Wikileaks and
Counterpunch depend on donations. There is nothing
wrong with this type of support but in the case of Cuba
there simply isn’t the financial resources for this type of
publication to operate with domestic funds. Most likely,
she won’t receive any help from the Cuban government.
So, in other words, the idea of an independent news
source in Cuba, by default, has to be funded by foreign
investment. Therefore, from the inception of such a project,
“independent” is a questionable qualifier. Donations are
a legitimate source of income for such an enterprise as
long as they don’t come with strings attached.

Is Yoani so independently wealthy from the monetary
awards that she is going around collecting on this trip
that she can bankroll such an operation? The regulations
of the U.S. embargo wouldn’t allow corporate control
from the U.S. and would seriously deter a foreign
corporation from backing the digital publication
because of the extraterritorial ramifications of the
Helms-Burton Act.
In an ironic twist of fate, will she have to depend on
absolute communism for such a newspaper to succeed?
Will her employees and associates work full time for free
 in order to bring such an ambitious project to fruition?
Only in communist Cuba could that happen.

This past Tuesday Yoani was invited to Washington D.C.
to meet with members of Congress and speak at the Cato
Institute, where she again reiterated the need to end the
embargo. But instead of making the obvious case that
the embargo was a determent to the development of her
people, she called it an “excuse” and stated at the Cato
Institutue that: “I would love to see how the official
propaganda apparatus would function without this
big bad wolf. I doubt that it could.”

The reference to the “big bad wolf” may remind the
reader of the fact that he was not the fictional wolf in
the tale of the “Boy Who Cried Wolf” but a dangerous
menace who repeatedly came to destroy the homes and
lives of the three little pigs. That is exactly what the
embargo has done. It has destroyed the lives, homes,
and infrastructure of the Cuban nation while mockingly
espousing that it fosters “democracy” and is intended to
“help” those it harms.

If this cynical reasoning is what it takes to dismantle the
embargo, then more power to her. The embargo may be
a crutch for the Cuban government to lean upon but it
also has had very real effects on the island’s populace
and Yoani can’t claim to be a spokesperson for her
people if she can’t articulate that very obvious fact.

Despite her tepid argument for lifting the embargo, she
was more than pleased to have met with the very members
of the Cuban-American faction of the House that have
done everything in their power to continue that policy,
who were more than happy to fawn over her in return.
Their visceral hate for the Cuban government is enough
for them to overlook the fact that they disagree about the
“effectiveness” of the embargo. Will Yoani demand that
the United States lift the embargo and stop financing
regime change operations that put ordinary Cuban citizens
in peril for the remainder of her trip? Will she call on
president Obama to remove Cuba from the State
Sponsors of Terrorism list while in the U.S.?

In April she is scheduled to be in Miami where a tribute
will be paid to her work. She will be presented with a
medal and will speak at the questionably named Torre
de la Libertad (Liberty Tower). Will she exercise her
freedom of speech and tell an audience that will include
the most hardcore anti-Castro Cuban-Americans that the
embargo is an interventionist policy and has to be lifted Ya!,
that the Cuban Five be liberated, and that the U.S. Naval
Base in Guantanamo be shut down and the land that it
occupies given back to Cuba? Will she speak out against
the historical oppression of diversity of thought within that
same community towards notable figures such as the recently
deceased Francisco Aruca, a victim of bomb threats and
other heinous violence and character assassination?
Will she denounce the violence that has been perpetrated
by the radical factions within Miami’s exile community
such as the bombing of Cubana flight 455 in 1976 and
the other blatant acts of terrorism that have been linked
to such vile characters as Orlando Bosch and Luis Posada
Carriles? Will she ask Marco Rubio if he was serious when
he compared Cuba to a zoo?

Will she plead for a Miami that allows pluralism and
freedom of expression with the same conviction that she
does in Cuba? Or, will she be a victim of her own
self-censorship?



Benjamin Willis is a musician. Maria Isabel Alfonso, PhD.
is Associate Professor at St. Joseph’s College in New
York. They are married and raising their nine-month old
son in Queens on malanga, Los Van Van, and baseball.
They are founding members of CAFE, Cuban Americans
for Engagement. They can be reached at
Isabel@cafeporcuba.com isabel@cafeporcuba.com









samedi 23 mars 2013

"O mar na palma da mão : IRIRI " Video-Pinturas








Obras realizadas em Itaguara no momento de criação da pintura mural " Saude e Cultura : Um Jardim de qualidade de vida".

Itaguara. Minas Gerais




Tinta de esmalte sobre papel jornal. Francisco Rivero

















Paris: Galerie de Noirmont...Fermeture, Close, Fechado, Cerrado.


«Aujourd'hui, on ne pense plus l'art que par l'argent. Et ce système risque de se tarir un jour.»

Galerie de Noirmont : «Une fermeture symbolique»


La galerie à la réputation internationale devrait fermer ses portes sous peu
La galerie à la réputation internationale devrait fermer ses portes sous peu

Par, Armelie Heliot

C'est par une lettre que le galériste et sa femme annoncent qu'ils mettent fin à l'activité de leur galerie ouverte il y a vingt ans. Leur analyse de la situation de l'art contemporain est très alarmiste. Et ils soulignent qu'ils ne veulent pas quitter la France.


C'est un grand coup de tonnerre! Le monde de l'art est sous le choc. Jérôme et Emmanuelle de Noirmont ont annoncé la fermeture de leur galerie, avenue Matignon, à Paris. C'est la surprise pour leurs artistes et leurs amis, aussi, tant ce duo parisien dynamique et sympathique est apprécié, pour n'avoir jamais sacrifié à la mode leur passion. Jérôme de Noirmont est en déplacement à Newcastle pour l'exposition de Fabrice Hyber qui fait suite à celle du Palais de Tokyo. Le galeriste n'a pu commenter sa décision inattendue, mais Emmanuelle, son épouse et associée, s'est exprimée sans retenue.
«Pour des questions humaines, dit-elle, il a fallu garder le secret jusqu'à la dernière minute. Tous ceux qui nous ont suivis depuis nos débuts devaient l'apprendre en même temps. La décision était prise depuis très longtemps. Les artistes eux-mêmes ne le savent que depuis la mi-février et nous les accompagnerons pour qu'ils trouvent en France ou à l'étranger d'autres galeries pour les défendre.»
Leur lettre datée du 12 mars, mais postée le 19 et doublée d'un courriel hier après-midi, est suffisamment éloquente pour que l'on puisse comprendre ce que ce renoncement traduit pour l'ensemble du marché. Il y a vingt ans que la galerie est ouverte. «Notre métier a profondément changé depuis notre ouverture, en septembre 1994, écrivent-ils. L'avenir semble se dessiner dans certaines niches pointues pour des galeries de structure légère et dans la labellisation de méga-galeries, aussi puissantes qu'importantes avec plusieurs implantations internationales.»
Face aux géants mondiaux comme Larry Gagosian, la compétition est de plus en plus rude. Et de livrer cette analyse: «Il faudrait passer au stade supérieur pour continuer à servir ambitieusement les artistes dans cette surenchère accrue. Pour défendre comme il se doit Fabrice Hyber, Valérie Belin, Marjane Satrapi, Pierre et Gilles ou des nouveaux comme Benjamin Sabatier, cela nécessite de prendre des risques ; donc, agrandir nos locaux, recruter de nombreux collaborateurs, dont certains de haut niveau, et étoffer considérablement la liste des artistes représentés. Surfer sur la vague et conserver la galerie dans sa forme actuelle signifieraient à terme desservir les artistes car, de nos jours, stagner, c'est reculer!»

             «Une pression fiscale étouffante»

L'expansion qu'il faudrait engager leur apparaît aujourd'hui impossible, irréaliste.Jérôme et Emmanuelle de Noirmont soulignent sans ambages que «le mauvais contexte politique, économique et social de la France d'aujourd'hui, auquel s'ajoutent un climat idéologique malsain et une pression fiscale étouffante, obère toute perspective d'avenir du marché de l'art en France et altère tout enthousiasme comme tout esprit d'entreprendre!»
Après tant de belles années, y aurait-il de la saturation? «Aujourd'hui, on ne pense plus l'art que par l'argent. Et ce système risque de se tarir un jour.» Mais comme les autres, les Noirmont n'ont-ils pas contribué, eux aussi, à cette spirale infernale du marché? «Si nous abandonnons l'étiquette commerciale, nous précise Emmanuelle de Noirmont,c'est pour mieux nous consacrer aux valeurs humaines et sociales de l'art. Le métier a beaucoup changé. Nos engagements futurs, même s'ils ne sont pas tous déterminés précisément à ce jour, se destineront toujours à mettre l'art et la création contemporaine au cœur d'un projet de société, en traçant de nouvelles voies, à travers des actions ciblées, à la fois professionnelles et caritatives.»
Les Noirmont affirment qu'ils n'ont pas l'envie de partir vivre à Bruxelles, Londres ou New York. C'est, pour eux, «une chance et un luxe de pouvoir un jour se poser à la cinquantaine». Toutefois, le marché réagit, soit de manière radicale comme Daniel Templon, joint au téléphone à la foire de Dubaï: «Quand on s'arrête à 50 ans, dit-il, c'est qu'on n'a pas besoin de travailler. La situation en France est convenable, mais pas grandiose. Il faut bosser toujours plus. Pas de généralité. Il est difficile de faire aujourd'hui des efforts pour gagner trois fois rien…»
D'autres, comme Francis Briest, l'une des têtes d'Artcurial, y voient un sérieux préjudice pour la place de Paris: «Cette décision est très dommageable dans le cadre de la compétition de plus en plus acharnée à laquelle se livrent les autres places comme Londres, New York et Hongkong.

La galerie Jérôme de Noirmont met la clé sous la porte. Crédit photo: Jérôme de Noirmont
La galerie Jérôme de Noirmont met la clé sous la porte. Crédit photo: Jérôme de Noirmont


Galerie de Noirmont : «Une fermeture symbolique»


Par, Béatrice De Rochebouet, Sophie De Santis

Après l'annonce le 21 mars du retrait de Jérôme et Emmanuelle de Noirmont, trois personnalités du monde l'art donnent leur point de vue sur cette décision inattendue.


Emmanuel Perrotin, galeriste à Paris, Hong Kong et bientôt New York:
«J'ai appris la nouvelle à 6h et demie du matin en atterrissant de Tokyo. J'ai été frappé mais pas surpris. La fermeture de cette galerie est un symbole. Aujourd'hui, pour rester une bonne galerie, ou bien on grandit ou on perd des artistes. C'est notre crainte à tous. On a l'obligation de prendre des risques. Je pense que les Noirmont ont fait du très bon travail, mais plus on se développe, plus les enjeux sont de taille. Le galeriste signe des contrats de 16 pages pour la transaction d'une œuvre, alors qu'il ne rêve pas d'être avocat. Perdre un stand ou être mal placé dans une foire, cela peut être une humiliation. Je comprends que l'on puisse avoir un ras le bol de tout ce système».

Georges-Philippe Vallois (Président du comité des galeries d'art), galeriste rue de Seine:
«Je ne pense pas que ce soit un coup dur. Il s'agit d'un choix personnel et professionnel. Ce n'est pas par souci financier que les Noirmont ferment, ce qui aurait été plus inquiétant. La logique commerciale de cette très bonne galerie induisait un mode de fonctionnement porteur de sacrifices que ce duo ne souhaitait pas consentir. C'est leur droit. Mais cela n'a pas valeur d'exemple, même s'il est indiscutable que la position actuelle des galeries est très compliquée. Celles ambitieuses mais de taille moyenne souffrent face aux mastodontes internationaux. Les plus jeunes confrères éprouvent de grosses difficultés sur un marché hexagonal en crise, d'autant plus dans un climat d'incertitudes fiscales. La toute dernière proposition de loi d'assujettissement des œuvres d'art à l'ISF par le député Le Fur (UMP), n'a pas amélioré le contexte. Et renforce l'idée d'un manque d'informations récurrent de l'ensemble des gouvernants sur notre milieu de l'art».

Alfred Pacquement, le directeur du Musée national d'art moderne, centre Georges Pompidou.
«J'ai été pris par surprise à mon retour hier matin de Rio. Je ne peux pas dire que c'est une bonne nouvelle pour le marché français. Il est vrai qu'il y a de moins en moins de place entre les très jeunes galeries et les succursales internationales. Le système a changé. Il est devenu pervers pour ces galeries qui n'ont d'autres choix que de courir les foires pour suivre leurs clients et leurs artistes. Ce n'est pas le meilleur endroit pour comprendre le sens de l'art et échanger avec les artistes. Mais il faut vivre avec son époque».













Monet & Boudin ?!





Ce n'était pas Monet, c'était Boudin!







Crédits photo : Henri BRAUNER/ Musée Eugène Boudin

 Par, Eric Bietry-Rivierre 


Au Musée Jacquemart-André, un tableau portant la signature du maître impressionniste vient d'être réattribué à son précurseur normand.


 Honfleur, le clocher Sainte-Catherine  porte la marque incontestable du style rectiligne de Boudin.
Honfleur, le clocher Sainte-Catherineporte la marque incontestable du style rectiligne de Boudin. Crédits photo :


L'exposition que le Musée Jacquemart-André s'apprête à consacrer à Eugène Boudin réserve une surprise de taille. LeClocher Sainte-Catherine (vers 1867) du Musée de Honfleur, depuis toujours attribué àClaude Monet, est désormais jugé de la main de ce peintre pré­curseur de l'impressionnisme. La confrontation avec un tableau «frère» venu du Musée d'art de l'université du Michigan lève tout doute.
Avec plus d'une soixantaine de peintures, d'aquarelles et de pastels, dont 34 n'ayant jamais été présentés en France, la rétrospective qui ouvrira le 23 mars fait donc déjà date. À Paris, la dernière consacrée à Boudin, cet artiste admiré par Baudelaire et sacré «roi des ciels» par Corot, remonte à 1899.
             «Je dois tout à Boudin»
À la fin de sa vie, Monet écrivait: «Je considère Eugène Boudin comme mon maître (…). J'en étais arrivé à être fasciné par ses pochades, filles de ce que j'appelle l'instantanéité (…). Je dois tout à Boudin et je lui suis reconnaissant de ma réussite.» Belle honnêteté. Le Clocher Sainte-Catherine n'est pas signé mais estampillé «Claude Monet» au bas de l'huile. «L'œuvre a été donnée au Musée de Honfleur par Michel, le second fils de Claude Monet, mort en 1966. C'est lui qui l'avait découverte à Giverny, bien après la mort de son père», précise le commissaire de l'exposition, Laurent Manœuvre. Il a pu l'estampiller en toute bonne foi.
Pour Manœuvre, principal connaisseur du fonds d'atelier du Havrais né à Honfleur (conservé au Louvre, il compte plus de 6 400 feuilles!), la réattribution s'impose pour des raisons stylistiques. «On reconnaît la technique nerveuse et rectiligne de Boudin dans les années 1890, alors qu'au même moment son jeune confrère Monet déformait et faisait onduler ses architectures», dit-il.
Lointain héritier du Lorrain, de Watteau et de Joseph Vernet, Boudin, maître des scènes de plage sans sujet ou anecdote, excellait dans les scènes extérieures composées sur le vif. Il avait déjà l'idée que les ombres n'étaient pas noires mais lumineuses. Peut-être parce qu'il avait suivi l'appel du plein air lancé par les peintres de Barbizon, et qu'il s'était initié à la photographie balbutiante à la même époque que Gustave Le Gray cherchait à fixer le fugitif du paysage. Son atmosphère… son impression…













Le jardin de Monet




Toute une vie dans le jardin de Monet 






S'il a transmis son savoir aux dix jardiniers qui travaillent avec lui, certains depuis quinze ans, personne ne possède, comme Gilbert Vahé, les secrets du jardin de Monet. (Gilbert Vahé)
S'il a transmis son savoir aux dix jardiniers qui travaillent avec lui, certains depuis quinze ans, personne ne possède, comme Gilbert Vahé, les secrets du jardin de Monet. (Gilbert Vahé)


 Par, Ariane Bavelier



Pendant 35 ans, Gilbert Vahé s'est attaché à rendre à Giverny la beauté que lui avait donné le maître de l'impressionnisme. Il prend sa retraite le 1er juin. 

(Fondation Claude Monet)
(Fondation Claude Monet)

Quel est le comble du jardinier? Se mettre tout nu devant ses tomates pour les faire rougir, bien sûr ! S'il le fallait Gilbert Vahé n'hésiterait pas. Cet homme qui vient de passer 35 ans de sa vie à récréer le jardin de Monet à Giverny explique à lui seul l'excès de dévouement et de passion qu'exige ce métier. Comme Monet, Vahé est au jardin tous les matins dès six heures. L'aube est l'heure la plus belle, jure-t-il, «quand le bleu de la nuit vire doucement au rose, irisant les plantes qui gouttent encore du voisinage de la Seine et de l'Epte ». Il fait son tour, arrache une fleur fanée, surveille la course du temps sur les fleurs éphémères, photographie semaine après semaine l'évolution des 56 massifs.
Giverny est toute sa vie, cela s'est fait sans qu'il y songe. Il a passé plus d'années entre les murs du jardin d'eau et du clos Normand, devant la maison rose du peintre, et qu'il n'a vécu ailleurs. Dix fois sa femme a pensé au divorce: lorsqu'elle réservait des billets d'avion pour l'arracher au jardin et qu'au dernier moment, il choisissait de rester. «Comment faire ce métier sans se donner à fond? C'est une question d'honneur !», lâche-t-il.
Elle déteste Claude Monet qui hante son mari. Quand Vahé est arrivé à Giverny en 1977, le maître de l'impressionnisme était mort depuis 50 ans. Ce jardin, Georges Truffaut, après une visite au bras du peintre, le décrivait dans la revueJardinage en novembre 1924 comme «la plus belle œuvre de Claude Monet, celle qu'il savoure avec volupté depuis quarante ans et qui lui a donné ses joies les plus grandes». À l'arrivée de Vahé, il ne restait plus rien. Une forêt vierge dans le clos Normand. Le pont effondré, la glycine en vrac par terre, les berges détruites dans le jardin d'eau dévasté par les ragondins.
Georges Van der Kemp, alors conservateur en chef au château de Versailles , s'apprêtait à quitter le Roi-Soleil pour ressusciter Giverny. «Quand il m'a proposé un poste à Giverny, j'ai pensé que je resterais un an, raconte Vahé en riant. Qu'est-ce que je pouvais avoir à faire avec ce mondain royaliste, moi qui avais lancé des pavés en 68?» Il se souvient de leur premier entretien à Versailles. «Ensuite, j'ai adoré travailler avec lui. Ensemble, nous avons créé deux jardins au Japon dédiés à Monet.»

             Un œillet rouge chaque matin à la boutonnière 

(Gilbert Vahé)
(Gilbert Vahé)
Van der Kemp a deux passions: la peinture et les fleurs. Il leur donne libre cours à Giverny pour essayer de comprendre le jardin de Monet. Vahé apprend à lire ses élans et jugule ceux qu'il juge déplacés. «Il y avait une génération d'écart entre van der Kemp et Monet. Van der Kemp voulait mettre des fleurs doubles, précieuses, qui allaient avec son côté dandy mais n'avaient rien à faire à Giverny. Il m'a aussi mené une guerre de trois ans pour avoir un œillet rouge chaque matin à sa boutonnière. Je n'en voulais pas dans le jardin. J'ai fini par en mettre une tablette dans les serres pour qu'il me laisse tranquille !»
Le travail de recréation du jardin, mené pendant dix ans, se pilote à l'instinct. Monet se devine mais il n'a rien laissé. «On a interrogé ses descendants, ses amis, ses photos, ses tableaux, dit Vahé. Retrouvé la description du jardin par Truffaut, des lettres de Monet précisant, avant un déplacement, quoi et comment planter. Mais ce travail de recherche ne donnait rien d'assez précis. Nous comprenions seulement que Monet devait marcher à la sensation.» Le jardin d'eau s'apprivoise facilement. C'est lui que les promeneurs photographient aujourd'hui encore. L'énigme, c'est le Clos normand: 9175 m2 face à la maison, des couleurs en taches, en reliefs, en hauteurs, sans cesse réinventés par la lumière et un paysage que chaque saison métamorphose, débutant en avril à 30 cm avec les tulipes jusqu'à culminer à l'automne à 3,50 m. «La palette du peintre», dit Vahé en guise de définition. Il la reconstitue, dans des massifs qui font courir les couleurs froides aux couleurs chaudes, du bleu au jaune, avec des cônes plutôt que des lignes et des touches claires dans les zones d'ombre.
(Gilbert Vahé)
(Gilbert Vahé)
Une photo l'intrigue: celle de Monet dans la grande allée de 53 mètres, des capucines sous les pieds, des tournesols au dessus de la tête. D'instinct, il devine que le peintre a choisi de se faire immortaliser ici, dans ce décor qui traduit sa relation à la nature. Vahé voyage jusqu'en Italie, jusqu'aux jardins Moreno à Bordighera qui avaient ravi Monet en 1883, l'année où il s'installe à Giverny: «C'est tellement touffu, c'est délicieux à voir», écrit le peintre. Assis dans ce paysage mité par les constructions, Vahé retrouve par bribes le sentiment d'immersion éprouvé par le peintre, «cette impression d'être une poussière de rien du tout dans la création. J'avais connu ça à Madagascar, sur une pirogue chavirée entre les sommets et gouffres liquides d'une tempête», dit Vahé qui malgré son contact avec l'immensité ne lésine pas sur les détails.

            «Je taille les feuilles au ciseau»  


(Gilbert Vahé)
(Gilbert Vahé)
Un jour que Maurice Tiollat, son professeur à l'École d'horticulture de Versailles, vient visiter Giverny, il interroge Vahé sur cette espèce de capucines toutes en fleurs qu'il n'a jamais vues. «Mais je fais comme M. Monet, je taille les feuilles au ciseau pour dégager les fleurs», rétorque Vahé. «J'avais recommandé Gilbert à van der Kemp parce que je savais qu'il était assez passionné pour mener l'entreprise», dit Tiollat. Il a tout retrouvé: la taille invisible des arbres, les rosiers-lianes de la Belle Vichyssoise que Monet faisait grimper aux piliers de l'allée. Surtout, il n'a rien simplifié, respectant le cahier des charges du peintre qui préférait les plantes éphémères qu'il faut renouveler toutes les trois semaines aux bisannuelles qu'on plante pour 22 semaines dans tous les jardins de France»
S'il a transmis son savoir aux dix jardiniers qui travaillent avec lui, certains depuis quinze ans, personne ne possède, comme Vahé, les secrets du jardin de Monet. Il a voulu partir cette année, fatigué de faire de la paperasserie et convaincu qu'une vie de jardinier ne peut pas se plier aux 35 heures. «Le remplacer est sûrement la tâche la plus délicate de mon mandat. Giverny n'est pas Versailles ou Vaux le Vicomte dont les dessins reposent dans les archives depuis Le Nôtre», analyse Hugues Gall, directeur de la Fondation Claude Monet à Giverny. Pour lui succéder, il a choisi de James Priest, jardinier anglais de 53 ans. Vahé restera trois ans comme consultant. «J'espère qu'il rédigera enfin le livre où il consignera son savoir unique sur le jardin», espère Hugues Gall. Vahé y songe distraitement. Il voudrait plutôt se remettre à la peinture. Avant Monet, il peignait.