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samedi 22 septembre 2012

Circuito Cultural atrai participantes em Marataízes.

 

Objetivo despertar o senso crítico e o amor pela arte nas pessoas.







(12/9/2012) O Palácio das Águias é palco de um dos mais importantes eventos culturais da América por meio do “Circuito Cultural Arte Entre Povos”, evento este que nasceu a partir de uma tradição na recepção de artistas estrangeiros no município de Bom Jesus do Itabapoana, na região norte-fluminense.


Em sua terceira edição, o evento passa por Marataízes deixando suas marcas. Na manhã desta segunda-feira (11) foi dado início às oficinas de Artes Plásticas com o Francisco Rivero e a tarde, as oficinas de fotografia “Olhar Digital” com o fotógrafo e cineasta Tom Lourenço e o Artesanato em Couro, com a cubana Adela Figueroa. Encerrando as atividades, o historiador Bolívar de Almeida ministrou uma palestra sobre “O que é a América Latina?”

A oficina de fotografia, com o Tom Lourenço, atraiu um grande público jovem, dentre eles, estudantes da Escola “Professor José Veiga”, de Jacarandá, que além de ter acesso às técnicas para capturar os melhores ângulos puderam participar de um curta-metragem de ficção da Lenda de Marataízes sobre a Índia Isís, numa versão adaptada para os tempos modernos, com a participação especial da escritora Milena Maria de Albuquerque, autora do romance “Feliz Aterrizagem”, uma das obras encontradas na Biblioteca Municipal de Marataízes. No artesanato em couro, as artesãs de Marataízes puderam conferir dicas preciosas com a artista cubana Adela Figueroa.

Durante o circuito o público foi surpreendido com o surgimento de uma obra de arte ao ar livre. Através da sensibilidade criativa do artista plástico Francisco Rivero, em frente ao Palácio a marca do artista ficou na parede de uma antiga construção, desenhada sobre os olhares curiosos e críticos de quem participava do evento ou até mesmo passava pelo local. Segundo o artista, esse momento já é tradição por onde o circuito passa e tem por objetivo despertar o senso crítico e o amor pela arte nas pessoas.

No local, além de conhecer a história dos Monumentos Históricos e do Porto da Barra, o visitante depara-se com uma exposição de fotos de Marataízes, compondo o cenário histórico do local. As oficinas prosseguem nesta terça-feira (12) até as 17 horas. O encerramento do Circuito está prevista para as 19 horas na Igreja Nossa Senhora dos Navegantes com a apresentação dos músicos Ilén de La Cruz, Pablo Fernandez, Gabo Sequeira e Felipe Aranda. Prestigie.













Chuvas tempestivas








“ Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite “


Clarice Lispector.











Fotos, Francisco Rivero









samedi 4 août 2012

Marilyn Monroe 1926-1962.










Marilyn Monroe 1926-1962. Cela a le mérite de la sobriété. Cinquante ans après sa mort, cette «enfant radieuse», selon l'expression de Truman Capote, continue à fasciner, intriguer. 


























lundi 30 juillet 2012

“Cimarrones em Montmartre”. Dois pintores cubanos residentes na França






Dois pintores cubanos residentes na França exibem sua obra no Centro Cultural Casa de Victor Hugo, na Cidade de Havana até o dia 15 de fevereiro.

Fui à inauguração da mostra “Cimarrones em Montmartre”, dos pintores Francisco Rivero e Lorenzo Padilla Assisti convidada por Mercedes Aguirre Sotolongo, curadora da exposição, aliado a uma amizade de mais de trinta anos a Francisco Rivero.

Não posso falar desta exposição como o faria uma crítica de arte ou conhecedora de pintura, porque não sou. Apenas entrei no salão do segundo andar, o primeiro que chamou minha atenção fui um quadro no fundo da sala, na parede que ficava justo em frente, e que me atraiu pelo colorido e alegria que me produziu instantaneamente.
Mesmo assim decidi ser disciplinada e seguir uma espécie de ordem sugerida pela colocação das palavras da curadora a minha esquerda, e os quadros em sucessão a partir delas.








Se o primeiro quadro me atraiu pela profusão de cores, agora me surpreendia a variedade de técnicas e suportes empregados por Francisco Rivero: colagem, tinta sobre cartolina e óleos sobre o mesmo suporte; também se incluíam várias colagens com acrílico sobre papelão, um material que aqui empregamos para cobrir buracos em uma porta ou janela de forma provisória, em nossas casas.
De alguma maneira estes trabalhos me fizeram pensar em uma busca das raízes africanas, uma nostalgia de emigrante, tristeza da distância e a busca de si mesmo, talvez pelos tons sombrios, o emprego do preto como única cor em alguns casos. Me vem à mente uma frase que dá título a um de seus quadros: “Alguns são folhas, outros são ramos, porém eu, eu, eu, eu...sou a raiz”.

Finalmente cheguei ao quadro que me havia chamado a atenção e então veio a surpresa porque não era um óleo. 
Algo que pude notar nas peças de Francisco Rivero foi que em nenhum dos casos usou o óleo como suporte. Neste caso, também não se tratava de cartolina, mas sim de uma combinação de fragmentos de tecidos costurados. 
Este quadro se intitula: “Um dia sem nuvens”, algo que para nós é só um dia típico, porém este título me sugere que na França um dia assim pode ser algo especial e talvez muito esperado.
O uso de tecidos se repete nos três quadros restantes que fazem parte da mostra de Francisco Rivero. Se tivesse que descrevê-lo apenas a partir de suas peças, diria que possui uma mente inquieta e uma necessidade de explorar e experimentar constantemente.








Porém também tive a oportunidade de conversar com ele, e fiquei sabendo de seu interesse pelo tecido como elemento da vida cotidiana, que tem como função principal a de nos vestir. 

Não me espantou saber, posteriormente, que este homem que estudou pintura na Academia de San Alejandro em Havana entre os anos 1972 e 1976 também se formou no Instituto Superior de Desenho no ano de 1984.

Na obra “A grande felicidade toma seu espaço”, o papel de cobrir parede se soma à combinação de tecidos, assim como em “Chega no silêncio eloquente de um sonho”, onde emerge a silhueta de uma mulher caribenha ou africana, a partir da combinação. No quadro “Na fria colina uma canção” se combinam as cores azul, vermelho e branco; cores da bandeira francesa que são também, casualmente, as cores da bandeira cubana.
Ou talvez não casualmente, pois foi a Revolução francesa com seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, a que inspirou quase todos os levantes revolucionários do século 19. 
A realidade destes ideais na França contemporânea é uma preocupação constante que se reflete nas conversações com Francisco Rivero.

Fui descobrindo esta exposição através de várias visitas nas quais sempre um detalhe novo se revelava, e também ao falar com seu criador. 
Dentro desta mostra, composta principalmente por quadros, se inclui uma pequena instalação feita em cartão que se utiliza como embrulho nas lojas e que muitas vezes vemos atirada fora dos armazéns e nos cestos de lixo.
Confesso que não me chamou a atenção até a terceira visita, fundamentalmente por seu título “Visão”. 
O artista me conta que se trata de um envoltório que protegia um telefone de fibra óptica que instalaram em sua casa na França; o homem que fez o trabalho perguntou a Francisco se ele podia se desfazer do envoltório, porque aparentemente o senhor não tinha tempo, e Francisco aceitou a incumbência.
Porém logo viu as potencialidades do material para converter-se, em seu estado natural, sem ser alterado com pintura, em uma obra de arte. Essa foi a visão que teve ao contemplar o envoltório e ensaiar formar com ele. Daí o título da obra que agora está em exibição na Casa de Victor Hugo.










Nesta exposição estão também uma aquarela e três óleos sobre tela em pequeno formato, sem título, do pintor Lorenzo Padilla. Este artista obteve uma bolsa do Museu do Prado nos inícios dos anos sessenta e desde finais dessa década vive na França.
Francisco o descreve como uma pessoa de grande sensibilidade e elevados princípios. Doou obras de arte à cidade de Matanzas e também uma coleção de arte africana que está em exibição no Museu de Arte Africana de Matanzas. Por este motivo, recebeu a Distinção pela Cultura Nacional no ano de 2006.

O lugar escolhido para esta exposição também não parece ser casual. Se trata do Centro Cultural Casa de Victor Hugo, situado na rua O’Reilly de Havana Velha.

O célebre escritor francês nunca viveu neste lugar, porém este Centro foi inaugurado em 16 de abril de 2005 para render-lhe homenagem por sua solidariedade com os cubanos que lutaram pela independência contra a metrópole espanhola no século 19.
Também se diz que manteve correspondência com nosso Apóstolo José Marti. Daqui se difunde a cultura francesa na comunidade, com aulas de línguas, conferências e mostras de filmes.
Neste local permanecerá aberta a exposição “Cimarrones em Montmartre” até 15 de fevereiro.



HAVANA TIMES, 7 février.
Yusimi Rodriguez, photos: Alejandro Morales













dimanche 29 juillet 2012

Ensina a teu filho. Frei Betto



Ensina a teu filho que o Brasil tem jeito e que ele deve crescer feliz por ser brasileiro. Há neste país juízes justos, ainda que esta verdade soe como cacófato. Juízes que, como meu pai, nunca empregaram familiares, embora tivessem filhos advogados, jamais fizeram da função um meio de angariar mordomias e, isentos, deram ganho de causa também a pobres, contrariando patrões gananciosos ou empresas que se viram obrigadas a aprender que, para certos homens, a honra é inegociável.

Ensina a teu filho que neste país há políticos íntegros como Antônio Pinheiro, pai do jornalista Chico Pinheiro, que revelou na mídia seu contracheque de parlamentar e devolveu aos cofres públicos jetons de procedência duvidosa.

Saiba o teu filho que, no monolito preto do Banco Central, em Brasília, onde trabalham cerca de 3 mil pessoas, a maioria é honrada e, porque não é cega, indignada ante maracutaias de autoridades que deveriam primar pela ética no cargo que lhes foi confiado.

Ensina a teu filho que não ter talento esportivo ou rosto e corpo de modelo, e sentir-se feio diante dos padrões vigentes de beleza, não é motivo para ele perder a auto-estima. A felicidade não se compra nem é um troféu que se ganha vencendo a concorrência. Tece-se de valores e virtudes e desenha, em nossa existência, um sentido pelo qual vale a pena viver e morrer.




Foto, Francisco Rivero



Ensina a teu filho que o Brasil possui dimensões continentais e as mais fertéis terras do planeta. Não se justifica, pois, tanta terra sem gente e tanta gente sem terra. Assim como a libertação dos escravos tardou, mas chegou, a reforma agrária haverá de se implantar. Tomara que regada com muito pouco sangue.

Saiba o teu filho que os sem-terra que ocupam áreas ociosas e prédios públicos são, hoje, chamados de "bandidos", como outrora a pecha caiu sobre Gandhi sentado nos trilhos das ferrovias inglesas e Luther King ocupando escolas vetadas aos negros.

Ensina a teu filho que pioneiros e profetas, de Jesus a Tiradentes, de Francisco de Assis a Nelson Mandela, são invariavelmente tratados, pela elite de seu tempo, como subversivos, malfeitores, visionários.

Ensina a teu filho que o Brasil é uma nação trabalhadora e criativa. Milhões de brasileiros levantam cedo todos os dias, comem aquém de suas necessidades e consomem a maior parcela de sua vida no trabalho, em troca de um salário que não lhes assegura sequer o acesso à casa própria. No entanto, essa gente é incapaz de furtar um lápis do escritório, um tijolo da obra, uma ferramenta da fábrica. Sente-se honrada por não descer ao ralo que nivela bandidos de colarinho branco com os pés-de-chinelo. É gente feita daquela matéria-prima dos lixeiros de Vitória que entregaram à polícia sacolas recheadas de dinheiro que assaltantes de banco haviam escondido numa caçamba.

Ensina teu filho a evitar a via preferencial dessa sociedade neoliberal que nos tenta incutir que ser consumidor é mais importante que ser cidadão, incensa quem esbanja fortuna e realça mais a estética que a ética.

Saiba o teu filho que o Brasil é a terra de índios que não se curvaram ao jugo português e de Zumbi, de Angelim e frei Caneca, de madre Joana Angélica e Anita Garibaldi, dom Hélder Câmara e Chico Mendes.

Ensina a teu filho que ele não precisa concordar com a desordem estabelecida e que será feliz se se unir àqueles que lutam por transformações sociais que tornem este país livre e justo. Então, ele transmitirá a teu neto o legado de tua sabedoria.

Ensina teu filho a votar com consciência e jamais ter nojo de política, pois quem age assim é governado por quem não tem e, se a maioria tiver a mesma reação, será o fim da democracia. Que o teu voto e o dele sejam em prol da justiça social e dos direitos dos brasileiros imerecidamente tão pobres e excluídos, por razões políticas, dos dons da vida.

Ensina a teu filho que a uma pessoa bastam o pão, o vinho e um grande amor. Cultiva nele os desejos do espírito. Saiba o teu filho escutar o silêncio, reverenciar as expressões de vida e deixar-se amar por Deus que o habita.

Artigo - O Estado de S. Paulo
















Um olhar atento. São Pedro do Itabapoana. ES. Brasil.




Ser universal falando de sua propria aldeia







































Fotos, Francisco Rivero












dimanche 22 juillet 2012

“La pensée unique ... Edouard Glissant


“La pensée unique frappe partout où elle soupçonne de la diversité”

 On l’apprend à l’instant : le grand poète martiniquais Edouard Glissant s’est éteint à Paris, à l’âge de 82 ans. En juillet dernier, quelques jours avant son départ de France, nous l’avions rencontré à Paris, puis au Centre Pompidou-Metz. Un entretien au cours duquel Edouard Glissant revenait sur son combat indépendantiste, aux Antilles, sur la colonisation, et sur la prétention de la France-patrie-des-Droits-de-l’homme à imposer sa conception des valeurs universelles.











Entretien publié le 8 juillet 2010.
Edouard Glissant est un écrivain et un poète sismographe qui a saisi les tremblements du monde bien avant le séisme appelé mondialisation. Avant beaucoup d’autres, il a compris combien le grand barattage des langues, des peaux et des cultures auquel on assiste aujourd’hui produit un monde nouveau. Pire ou meilleur ? C’est une autre histoire. Mais à la mondialisation et à son uniformité réductrice, à l’arasement des cultures minoritaires, le poète de 81 ans préfère un « Tout-Monde » fait de partage, d’entremêlements, d’alliage des cultures, d’hybridation. Ou, au minimum, de respect et d’égalité. Tout le contraire de la colonisation et de l’esclavage, qui restent ses combats fondateurs.
« Nègre, je suis, nègre, je resterai », proclamait Aimé Césaire. « Noir martiniquais du Tout-Monde, je demeurerai », pourrait ajouter Edouard Glissant. Le temps n’a rien enlevé à sa radicalité. Ni à son imaginaire flamboyant. Le « distinguished professor » qui enseigne toujours la littérature française et la poésie à la City University of New York vient de publier une Anthologie de la poésie du Tout-Monde (éd. Galaade) qui lui ressemble : un chaos de mots et de sentiments qui mêle Arthur Rimbaud, Charlie Chaplin, Alejo Carpentier ou Malcom X. Chez Edouard Glissant le visionnaire, poétique et politique ne font qu’un.

Vous êtes né sur une île, la Martinique, et le regard sur le monde – le « Tout-Monde », comme vous l’appelez aujourd’hui –, est au cœur de votre œuvre de poète. Jeune homme, comment avez-vous découvert les grands horizons depuis cette île qui n’a jamais été synonyme, pour vous, d’enfermement ? 
J’avais une douzaine d’années quand la Martinique a été occupée par les troupes de l’amiral Robert, le représentant de Pétain. La Martinique et la Guadeloupe étaient isolées du monde par le blocus de la flotte américaine. Cet isolement a été terrible puisqu’il nous a fait connaître l’univers de la faim et même de la famine. Mais il a aussi exacerbé en nous ce que j’appellerais un désir de monde. Ce puissant désir qui va devenir une des composantes de mon univers littéraire et poétique.
Je vivais avec ma mère au Lamentin, un gros bourg qui était au centre de la plus importante communauté économique du pays. Je voyais mon père pendant les vacances scolaires. Il était « géreur » de plantation, c’est-à-dire une sorte d’intendant qui avait sous sa responsabilité une équipe de travailleurs agricoles, pour le compte du propriétaire béké, le colon blanc. Les « géreurs » n’étaient pas attachés à une seule et même habitation [l’exploitation agricole, héritée du système colonial antillais, NDLR], ils se déplaçaient de plantation en plantation, changeant de patrons et de paysages. Ainsi faisait mon père presque chaque année et j’ai découvert toute la Martinique dans sa multiplicité, comme une anthologie de paysages différents, sur un petit espace. Déjà, c’était humblement apprendre la diversité du monde.
Qui vous a transmis, très tôt, le goût des livres et de l’écriture ? 
A 10 ou 12 ans, je faisais la chasse aux livres. C’était même mon activité principale. Je les trouvais dans les rares ébauches de bibliothèques ou chez des particuliers. Littérature populaire ou romanesque. Nous apprenions à l’école des pans entiers de Hugo, Vigny et les autres. La récitation était un exercice complet et périlleux. Quelques années plus tard, avec des jeunes du Lamentin, nous avons fondé un groupe politico-culturel, le Franc-Jeu, et une sorte de journal dans lequel j’ai publié mes premiers poèmes. Comme il y avait pénurie de papier, nous tapions à la machine à écrire (à cent exemplaires) sur des feuilles de papier banane…
Quelques livres arrivaient en Martinique, je ne sais pas trop par quel chemin. Je me souviens ainsi d’une édition américaine de L’Existentialisme est un humanisme de Jean-Paul Sartre, (peut-être en 1943), dont un ou deux exemplaires étaient disponibles sur l’île. Comme pour tous les jeunes, il n’y avait pas réellement de choix dans les lectures, c’était un énorme chaos de tout ce qu’on pouvait grappiller ou rapiner.
Aimé Césaire, qui enseignait au lycée Victor Schœlcher de Fort-de-France (il professait dans les classes supérieures, j’étais encore en quatrième ou en troisième), était revenu en Martinique juste au moment de la guerre, fin 1939. Il avait fondé la fameuse revue culturelleTropiques qui était pour nous, jeunes Martiniquais, une formidable ouverture sur le monde. Mallarmé, Rimbaud, Lautréamont, les poètes latino-américains, les Haïtiens. Je ne crois pas que le goût des livres et de l’écriture se « transmet ». Vous menez seul ce combat. Les situations, l’entour vous poussent ou vous aident.

La géographie, les paysages sont fondamentaux pour le poète que vous êtes. On imagine votre désarroi quand vous arrivez à Paris, en 1946, à l’âge de 18 ans… 
Pas du tout. Grâce à Balzac et aux auteurs du XIXe que j’avais lus ou que l’on nous avait enseignés, Paris me paraissait familier. Au début, j’ai tout de même été assez sauvage. Je refusais instinctivement la fréquentation des gens. Une espèce de recul…

Par crainte du racisme ? 

Pas vraiment. Dans le Paris de l’après-guerre, il n’y avait pas beaucoup de Noirs – on disait de Nègres, à l’époque –, nous étions l’objet d’une curiosité amusée. Jeune, j’avais des cheveux beaucoup plus fournis et plus crépus qu’aujourd’hui ; je me souviens de vieilles dames, ou même de jeunes femmes, qui m’arrêtaient, dans la rue, me demandant :« Monsieur, vous permettez que je touche vos cheveux ? »
Et ça ne vous blessait pas ? 
La courtoisie est une des marques de la culture antillaise. Je laissais ces vielles dames, presque émerveillées, me toucher les cheveux. Quant aux jeunes femmes, c’était la manière la plus simple de faciliter leur approche ! Il ne s’agissait pas alors d’un regard hostile. Les Noirs représentaient l’étrangeté. Le racisme n’avait pas atteint le caractère sectaire qu’il montre aujourd’hui. Mais il existait, de façon cachée, et quand un Antillais voulait louer une chambre, on ne la lui donnait presque jamais. Ce qui nous a sauvés, nous autres étudiants « coloniaux », ce sont les bordels. Marthe Richard, femme politique (dont on disait qu’elle avait été prostituée), avait fait fermer les maisons closes, à Paris, et les autorités les avaient attribuées aux associations d’étudiants. Les étudiants français ne voulaient pas y habiter mais nous, Antillais, Africains, Arabes, nous n’avions apparemment aucun problème avec les bordels. C’est ainsi que j’ai habité au 4 de la rue Blondel, dans le quartier Strasbourg-Saint-Denis. Ce n’était pas cher. Des grandes chambres avec des glaces partout, jusqu’au plafond, et des peintures pornographiques sur les murs !









“Les Antillais et les gens de la Caraïbe en général
ont eu très tôt vocation à aller aider les autres.”

Dans le Quartier latin et ce Paris bouillonnant où se croisent alors des militants du monde entier, vous fréquentez de grandes figures comme Frantz Fanon. Ce résistant des Forces françaises libres, de trois ans votre aîné, deviendra l’un des penseurs majeurs du courant tiers-mondiste. Martiniquais, comme vous, grand soutien à la guerre d’indépendance algérienne, Frantz Fanon a-t-il été déterminant dans votre engagement contre le colonialisme, ce combat fondateur qui a marqué toute votre vie ? 
Difficile de dire, a posteriori, quelles sont les rencontres ou les lectures fondatrices qui forgent votre parcours. Sur le coup, on vit les choses, c’est tout. Mais Fanon a été important, sans aucun doute. Avec Peau noire, masques blancs, publié en 1952, il a montré comment le colonialisme pouvait déconstruire les êtres, attaquer les gens de l’intérieur. Ce livre, qui est devenu aujourd’hui un classique, est une sorte de psychanalyse du colonialisme, et surtout du colonisé antillais. Les œuvres de combat de Frantz Fanon ont été essentielles dans toutes ces années pour les Noirs américains, les Haïtiens, les Noirs brésiliens.
J’ai toujours été frappé, d’ailleurs, de voir à quel point les Antillais et les gens de la Caraïbe, en général, ont eu très tôt vocation à aller aider les autres : le leader noir Marcus Garvey, d’origine jamaïcaine, précurseur du panafricanisme, un grand nombre des dirigeants noirs américains des Black Panthers et du Black Power, qui venaient de Trinidad et de Jamaïque. Depuis la Martinique, Aimé Césaire a parlé au nom de toutes les libérations africaines et Frantz Fanon est donc allé soutenir la révolution algérienne. Quand je suis pessimiste, je me dis que, ne pouvant régler les problèmes chez nous, nous sommes allés aider les autres à régler les leurs. Mais ce n’est pas vrai. Le désir d’action et de libération chez l’Antillais est volontiers nomade, et aussi son sens de la solidarité. C’est la formation « archipélique » qui veut ça.

Comme Aimé Césaire, qui a été maire de Fort-de-France et député pendant presque cinquante ans, avez-vous envisagé de vous lancer dans une carrière politique ? 
Non, jamais. J’ai toujours mené une action politique avec mes camarades, mais je n’ai jamais pensé faire une « carrière » politique. Aux élections de 1945, à la sortie de la guerre, j’avais tout juste 16 ans, (je n’avais pas le droit d’entrer dans les bureaux de vote), j’ai participé aux premières campagnes électorales d’Aimé Césaire, pour la mairie de Fort-de-France et la députation. Dans ma commune du Lamentin, avec mes amis du Franc-Jeu, nous organisions les plans de campagne électorale. Césaire venait de s’inscrire au Parti communiste qui était très fort à l’époque. Mais les communistes martiniquais étaient rassemblés dans une section « française » du PCF. Et nous, ça nous contrariait.[ Le Parti communiste martiniquais, la plus ancienne organisation politique de l'île, n'a été créé qu'en 1957, NDLR]

A la différence d’Aimé Césaire, qui défendra la départementalisation des Antilles françaises, vous serez, au contraire, favorable à l’indépendance. Cet engagement vous a coûté cher puisque vous avez été interdit de séjour aux Antilles, de 1959 à 1965. C’est un épisode de votre vie que l’on connaît mal.
Des grèves et des émeutes avaient secoué la Martinique et la Guadeloupe en 1959, un peu à la façon des récentes manifestations de 2009. En ce temps-là, la police ne prenait pas de gants ; les forces de l’ordre avaient fusillé à bout portant trois lycéens. Des enseignants avaient été suspendus de leur fonction. Le poète Paul Niger, Cosnay Marie-Joseph, qui avait été secrétaire général du Parti communiste martiniquais, Marcel Manville, l’un des avocats du FLN algérien et moi avons alors décidé de créer une organisation, le Front antillo-guyanais pour l’autonomie, interdit quelques mois plus tard par le général de Gaulle. Nous étions effectivement indépendantistes mais le Front a été dissous pour constitution de bande armée, ce qui était une invention pure et simple. C’est à partir de ce moment-là qu’avec Manville, nous avons été assignés à résidence plusieurs années à Paris. A chaque fois que j’essayais de quitter le territoire français, j’étais arrêté. Le Havre, Marseille, Strasbourg. Une fois je suis parvenu à la Guadeloupe où je fus arrêté et réexpédié en France, où j’étais « libre d’aller où je voulais ». Manville disait en plaisantant que je lui faisais l’effet d’un colis postal.

Dans ces moments-là, on devient un homme révolté ? 
Quand on est militant, on n’est pas révolté. Le révolté est impuissant. Le militant, lui, sait quoi faire, ou du moins il le croit. En tout cas, il a de quoi faire.

Parce qu’il est serein, sûr de ses convictions ?
Je le crois. Ou bien aussi, parce qu’à côté, il a autre chose à réaliser, un travail, une mission, une œuvre.

“Je crois à la mondialité. 
L’Etat-nation n’a pas d’avenir.”

Ce rêve d’indépendance, ou au moins d’autonomie, que vous avez longtemps poursuivi, s’est heurté à la réalité. Les Antillais n’y sont visiblement pas prêts. Vous y croyez encore ?
Je crois à la mondialité. Au mouvement qui porte les peuples et les pays à une solidarité contre les mondialisations et les globalisations réductrices. Etre indépendant, c’est peut-être entrer dans ces mouvements du monde. Je crois aussi aux petits pays, à des mini-nations, regroupées éventuellement dans le cadre de fédérations, et qui peuvent plus facilement mettre en œuvre des mesures réalisables contre l’énorme uniformisation imposée par les grands trusts et les grands Etats. L’Etat-nation n’a pas d’avenir. Il ne provoque que des catastrophes parce qu’il est intimement lié au chaos du capitalisme libéral, qui démantèle le monde et est incapable de l’organiser ou d’en réparer les désastres.

Votre engagement militant, vécu très librement, hors des partis, n’a jamais éteint votre création. Vous avez toujours lié poétique et politique, certain que la première précédait en général la seconde. Mais avez-vous craint, un moment, que le combattant anticolonialiste prenne le pas sur le poète ?
Le militant peut devenir féroce, cruel. Il peut devenir aveugle et se briser intérieurement. J’ai fait attention à cela. De telles déformations proviennent de l’obligation pour un militant d’adopter sans réserves son dogme, de bâtir son idéologie. Les nécessités de sa lutte ne lui laissent pas le temps d’envisager des problématiques. J’ai connu des militants qui souffraient de cet état.

Poétique et politique ont parfois du mal à s’accorder. Votre ami Patrick Chamoiseau, prix Goncourt 1992 pour Texaco, a dit combien il pouvait être dur d' « écrire en pays dominé » : « Comment écrire alors que ton imaginaire s’abreuve, du matin jusqu’aux rêves, à des images, des pensées, des valeurs qui ne sont pas les tiennes ? » (Ecrire en pays dominé, éd. Gallimard, 1997.) Avez-vous eu le sentiment – l’avez-vous encore ? – d’« écrire en pays dominé » ? 
Je ne suis pas d’accord avec Chamoiseau. Comme l’a remarqué Frantz Fanon, on peut être dominé de plusieurs manières. Si on est dominé par une détérioration intérieure, c’est-à-dire si l’être lui-même est déconstruit en profondeur, et s’il accepte ou subit passivement cette déconstruction, alors, effectivement, on ne peut pas écrire. Ecrire, c’est souffrir sa liberté. Un être dominé, assimilé, ne produira qu'une longue plainte aliénée.
Si on est dominé dans la vie sociale et quotidienne, mais en gardant toute sa puissance d’imaginaire, c’est autre chose. Quand le Martiniquais ne peut s’imaginer autrement que comme français, c’est son imagination qui est détruite ou déroutée. Mais même dans cet état d’aliénation, son imaginaire persiste, s’embusque, et peut à tout moment lui faire voir le monde à nouveau. Et moi, je lui dis: « Agis dans ton lieu, pense avec le monde. » 

Avec Patrick Chamoiseau, vous avez signé, ces dernières années, plusieurs manifestes qui ont confirmé votre position originale de poète engagé. Dans Quand les murs tombent (éd. Galaade, 2007), vous vous opposez radicalement au « mur ministère » de l’Identité nationale et de l’Immigration… … qui est de moins en moins un ministère de l’Identité (l’affaire a foiré) et de plus en plus un ministère de la police d’immigration.

Au moment des grèves de 2009 aux Antilles, vous avez écrit également, avec huit autres intellectuels antillais et guyanais, le Manifeste pour les « produits » de haute nécessité (éd. Galaade, 2009). Solidaire avec le mouvement social, vous en appeliez à un autre monde où on vivrait et consommerait autrement.
L’oppression coloniale a changé de nature dans beaucoup de pays, l’exploitation emprunte des formes de plus en plus nuancées et impénétrables. L’une des fonctions essentielles du capitalisme libéral est de changer la diversité des richesses naturelles du monde en une organisation monotone et généralisée de consommation passive. Cette transformation s’opère à la fois sur un mode monolithique et chaotique. C’est ce que l’on appelle la globalisation ou mondialisation, qui produisent d’autres richesses, financières, par le moyen du profit et de la croissance. Ce manifeste préconise que les entreprises produisent en premier lieu du bien-être, concourant à un bien-vivre. Un élément aussi précieux que les nécessaires améliorations de salaires et de droits.

On vous sent aussi toujours révolté par le « cadre colonial » des relations entre Paris et les Antilles. Que reprochez-vous à la métropole ? 
Depuis dix siècles, la France s’est construite sur l’idée qu’elle est une super intelligence du monde, dotée d’une super morale. Le résultat a été assez prodigieux. Mais il a généré des contrecoups mortels pour une partie du monde. Les cultures occidentales ont inventé la notion d’universel pour imposer en fait leurs propres « valeurs » comme valables pour tous et nous imposer la notion même de valeur. Cette catégorie d’universel est une tromperie complète. Les gens qui la prônent refusent la diversité du monde. La France, par exemple, continue de croire (du moins ses dirigeants) que l’assimilation pure et simple des Antilles à la France est la seule voie envisageable ou légitime pour ces pays, et le seul mode de relation possible.

Ce que vous reprochez à la France, c’est sa propension à faire la morale à la terre entière ? 
Je ne reproche rien à la France. Mais voyez l’expression « la-France-patrie-des-droits-de-l’homme ». Cela n’enlève rien à la grandeur de ce pays, mais cette expression, à mes yeux, n’a pas de sens. Les droits de l’homme, de la femme, de l’enfant, ont des variantes tellement relatives sur la surface de la Terre. Dans certaines tribus précolombiennes, on organisait le suicide rituel des vieilles personnes qui ne pouvaient plus suivre le groupe dans son nomadisme. Le vieux qui ne pouvait plus ni bouger ni travailler et qui menaçait l’équilibre et la vie de la communauté finissait sa vie dans un suicide rituel, au cours d’une grande cérémonie festive. C’était le dernier service qu’il rendait et c’était la dernière joie qu’il partageait. Au nom des droits de l’homme, un Occidental dira que cette pratique était profondément inhumaine, et de son point de vue, il aura raison, sans voir cependant que, chez lui, dans les rues des grandes villes, des centaines de gens meurent sur les trottoirs dans des conditions infiniment plus inhumaines et dégradantes, parce qu’ils ne peuvent plus ni bouger ni travailler.
Comment définir les droits de l’homme de manière réellement « universelle » ? Mettre en apposition les diverses conceptions des humanités – ce que j’appelle une « poétique de la relation » – serait beaucoup plus profitable à tous. En France, la colonisation a été justifiée, au départ, au nom de telles idées « universelles ». Au nom d’une mission civilisatrice à laquelle Jules Ferry et beaucoup d’hommes de gauche ont sincèrement cru. Il s’agissait de répandre sur le monde les idées des philosophes des Lumières du XVIIIe siècle, mais l’exploitation des matières premières et des produits manufacturés restait la seule nécessité.









“La diversité terrifie. Au fond, le raciste, c’est qui ? 
Quelqu’un qui ne supporte pas le mélange.”

Depuis une dizaine d’années, le refoulé colonial hante la société française. Loi de février 2005 évoquant, dans sa première mouture, les « aspects positifs » de la colonisation, discours présidentiel de Dakar sur l’homme africain « qui n’est pas entré dans l’Histoire », etc. Ce débat vous inquiète-t-il ? 
Pas outre mesure, parce que ce sont là les dernières lueurs de la bougie qui s’éteint. La pensée unique frappe partout où elle voit ou soupçonne de la diversité. Ce n’est pas pour rien qu’elle a frappé à Sarajevo ou à Beyrouth. La diversité terrifie. Au fond, le raciste, c’est qui ? Quelqu’un qui ne supporte pas le mélange.
 
La victoire de Barack Obama, en 2008, a été pour vous le symbole magnifique de cette « créolisation » du monde, cet entremêlement des cultures que vous annoncez depuis si longtemps. Mais que signifie une victoire dans un pays – les Etats-unis – où les communautés se juxtaposent plus qu’elles ne se mélangent ? 

Quand Obama s’est porté candidat, beaucoup de mes amis noirs américains étaient contre lui, parce qu’il n’était pas assez noir ! Ils ne se rendaient pas compte que le fait d’être métis ne l’empêchait pas d’être noir. De même que le fait d’être métis ne l’empêchait pas d’être blanc. Et qu’il fallait reconsidérer la question de la créolisation sous ces aspects-là. La victoire du président Obama a contribué à casser, symboliquement et réellement, le vieux couple noir-blanc, dont les rapports ont dominé l’histoire des Etats-Unis. Plus rien ne sera pareil désormais. Barack Obama est un prophète patient, dont on dit trop vite qu’il a échoué.

Cette rencontre des cultures qui se mêlent, s’entrechoquent et produisent parfois des alliages géniaux comme le jazz ou la world music, ce grand mélange des langues, des peaux et des cultures que vous décrivez de livre en livre n’est-il pas un peu fantasmé ? 
Pas du tout. Ce n’est pas de l’angélisme. Quand je parle de créolisation, je ne pense pas que « tout le monde il est beau, tout le monde il est gentil ». La créolisation n’a pas de morale, pour une raison bien simple : nous sommes de plus en plus nombreux, désormais, à pouvoir décider seuls des règles de notre morale individuelle. Les religions nous les imposent de moins en moins souvent, (vous pouvez être catholique et utiliser le préservatif, contre l’avis du pape), et il faut travailler à ce que les Etats ne cèdent pas à la tentation de vouloir nous les imposer. Il y a une sorte d’individuation généralisée au monde.

Pas dans toutes les sociétés, loin de là…
Evidemment. Mais la tendance générale va dans ce sens. La notion de différence est entrée dans la pensée mondiale. La diversité a pénétré l’inconscient du monde. C’est pourquoi, dans la créolisation, je peux changer en échangeant avec l’autre, sans me perdre, ni me dénaturer. Les pays qui n’accepteront pas cela prendront sans aucun doute beaucoup de retard.
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Propos recueillis par Thierry Leclère

La Terre, le feu, l’eau et les vents, une anthologie de la poésie du Tout-Monde,d'Edouard Glissant (éd. Galaade, 2010, 350 p., 24,90 €)10 mai, mémoires de la traite négrière, de l’esclavage et de leurs abolitions, mémorial de textes, par Edouard Glissant (éd. Galaade, 2010, 40 p., 10 €)Le Discours antillais, d'Edouard Glissant (éd. Gallimard, coll. Folio essais,1997, 832 p., 11,90 €)Peau noire, masques blancs, de Frantz Fanon (éd. du Seuil, coll. Points essais, 1952, 188 p., 5,40 €)
L’Institut du Tout-Monde, dirigé par Edouard Glissant.

















samedi 25 juin 2011

AUDITIONS

Un exercice de memoire
La mythologie forme une variante






Photo, Francisco Rivero




Un long silence




Une dance qui n' ont laissé sur le sol.
















A Michael










vendredi 11 mars 2011

Et L'Amerique decouvrit Christophe Colomb

En 1991 est née l' Edition
de L' Amerique decouvrit Christophe Colomb
à laquelle j' ai participé.
C' est un texte toujours d' actualité
pour les jeunes generations.









Le 3 août 1492, Christophe Colomb et ses compagnons, croyant aborder aux Indes, découvrent un nouveau monde qu'on appellera l' Amerique.
Toutefois le nom d'Indiens restera aux indigènes de ce vaste continent.
Les Aztèques, les Mayas accueillent amicalement ces étrangers venus de la mer.
Sont-ils des hommes ?
Sont-ils des dieux ?
Ils comprendront très vite que le Blanc s'installent en conquérants, avides d'or et de pouvoir sans partage.

De Cuba à Saint-Dominque, du Yucatan au Pérou, les conquérants espagnols vont faire régner leur ordre, aux prix du massacre de millions de femmes , d'hommes et d'enfants, de l'écrasement des révoltes et de la dispartion de leurs fascinantes cultures...