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samedi 22 septembre 2012

Chuvas tempestivas








“ Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite “


Clarice Lispector.











Fotos, Francisco Rivero









dimanche 9 septembre 2012

Arte entre povos em Marataízes




Circuito Cultural Arte Entre Povos”, que acontece nos dias 11 e 12 de setembro, no Palácio das Águias e na Igreja Nossa Senhora dos Navegantes, na Barra do Itapemirim. Participam das atividades artistas e pensadores do Brasil, Argentina, Chile e Cuba. 





" Aplatanarse " Installation. Francisco Rivero


Haverá apresentações de canto e trova (espécie de rima cantada), mostra de artes plásticas, oficinas de literatura, oficinas de fotografia artística e de xadrez.
Os interessados em participar das oficinas devem procurar a sede da Secretaria Municipal de Cultura, no Palácio das Águias, na Barra do Itapemirim, para fazer a inscrição.
Segundo o titular da pasta, professor Cleber, “Marataízes viverá um grande momento de integração cultural, pois participarão do Circuito diversas personalidades artísticas latino-americanas, sem contar que o evento também é de vital importância para a divulgação da cultura e do turismo do balneário”.
Esta é a terceira edição do evento, originado em Bom Jesus do Itabapoana









Confira a programação completa:
Dia 11/09 – Palácio das Águias:
09h30 – Abertura do Circuito Cultural, apresentação dos artistas, palestrantes e oficineiros, início das exposições (livros, quadros e outros);
10h00 – Oficina de Artes Plásticas, com Francisco Rivero;
14h00 – Oficina Artesanato em Couro, com a cubana Adela Figueroa;
17h00 – Palestra “O que é América Latina?”, com o historiador Bolívar de Almeida;
18h00 – Encerramento das atividades do dia e apresentação dos cantores do Circuito.

Dia 12/09 - Palácio das Águias:
09h00 – Oficina de Artes Plásticas, com Francisco Rivero;
14h00 – Continuação da Oficina Artesanato em Couro, com a cubana Adela Figueroa;
17h00 – Palestra “O que é América Latina?”, com o historiador Bolívar de Almeida.
Igreja Nossa Senhora dos Navegantes:
19h00 – Encerramento do Circuito, com apresentação dos músicos Ilén de La Cruz, Pablo Fernandez, Gabo Sequeira e Felipe Aranda.











samedi 4 août 2012

Marilyn Monroe 1926-1962.










Marilyn Monroe 1926-1962. Cela a le mérite de la sobriété. Cinquante ans après sa mort, cette «enfant radieuse», selon l'expression de Truman Capote, continue à fasciner, intriguer. 


























lundi 30 juillet 2012

“Cimarrones em Montmartre”. Dois pintores cubanos residentes na França






Dois pintores cubanos residentes na França exibem sua obra no Centro Cultural Casa de Victor Hugo, na Cidade de Havana até o dia 15 de fevereiro.

Fui à inauguração da mostra “Cimarrones em Montmartre”, dos pintores Francisco Rivero e Lorenzo Padilla Assisti convidada por Mercedes Aguirre Sotolongo, curadora da exposição, aliado a uma amizade de mais de trinta anos a Francisco Rivero.

Não posso falar desta exposição como o faria uma crítica de arte ou conhecedora de pintura, porque não sou. Apenas entrei no salão do segundo andar, o primeiro que chamou minha atenção fui um quadro no fundo da sala, na parede que ficava justo em frente, e que me atraiu pelo colorido e alegria que me produziu instantaneamente.
Mesmo assim decidi ser disciplinada e seguir uma espécie de ordem sugerida pela colocação das palavras da curadora a minha esquerda, e os quadros em sucessão a partir delas.








Se o primeiro quadro me atraiu pela profusão de cores, agora me surpreendia a variedade de técnicas e suportes empregados por Francisco Rivero: colagem, tinta sobre cartolina e óleos sobre o mesmo suporte; também se incluíam várias colagens com acrílico sobre papelão, um material que aqui empregamos para cobrir buracos em uma porta ou janela de forma provisória, em nossas casas.
De alguma maneira estes trabalhos me fizeram pensar em uma busca das raízes africanas, uma nostalgia de emigrante, tristeza da distância e a busca de si mesmo, talvez pelos tons sombrios, o emprego do preto como única cor em alguns casos. Me vem à mente uma frase que dá título a um de seus quadros: “Alguns são folhas, outros são ramos, porém eu, eu, eu, eu...sou a raiz”.

Finalmente cheguei ao quadro que me havia chamado a atenção e então veio a surpresa porque não era um óleo. 
Algo que pude notar nas peças de Francisco Rivero foi que em nenhum dos casos usou o óleo como suporte. Neste caso, também não se tratava de cartolina, mas sim de uma combinação de fragmentos de tecidos costurados. 
Este quadro se intitula: “Um dia sem nuvens”, algo que para nós é só um dia típico, porém este título me sugere que na França um dia assim pode ser algo especial e talvez muito esperado.
O uso de tecidos se repete nos três quadros restantes que fazem parte da mostra de Francisco Rivero. Se tivesse que descrevê-lo apenas a partir de suas peças, diria que possui uma mente inquieta e uma necessidade de explorar e experimentar constantemente.








Porém também tive a oportunidade de conversar com ele, e fiquei sabendo de seu interesse pelo tecido como elemento da vida cotidiana, que tem como função principal a de nos vestir. 

Não me espantou saber, posteriormente, que este homem que estudou pintura na Academia de San Alejandro em Havana entre os anos 1972 e 1976 também se formou no Instituto Superior de Desenho no ano de 1984.

Na obra “A grande felicidade toma seu espaço”, o papel de cobrir parede se soma à combinação de tecidos, assim como em “Chega no silêncio eloquente de um sonho”, onde emerge a silhueta de uma mulher caribenha ou africana, a partir da combinação. No quadro “Na fria colina uma canção” se combinam as cores azul, vermelho e branco; cores da bandeira francesa que são também, casualmente, as cores da bandeira cubana.
Ou talvez não casualmente, pois foi a Revolução francesa com seus ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, a que inspirou quase todos os levantes revolucionários do século 19. 
A realidade destes ideais na França contemporânea é uma preocupação constante que se reflete nas conversações com Francisco Rivero.

Fui descobrindo esta exposição através de várias visitas nas quais sempre um detalhe novo se revelava, e também ao falar com seu criador. 
Dentro desta mostra, composta principalmente por quadros, se inclui uma pequena instalação feita em cartão que se utiliza como embrulho nas lojas e que muitas vezes vemos atirada fora dos armazéns e nos cestos de lixo.
Confesso que não me chamou a atenção até a terceira visita, fundamentalmente por seu título “Visão”. 
O artista me conta que se trata de um envoltório que protegia um telefone de fibra óptica que instalaram em sua casa na França; o homem que fez o trabalho perguntou a Francisco se ele podia se desfazer do envoltório, porque aparentemente o senhor não tinha tempo, e Francisco aceitou a incumbência.
Porém logo viu as potencialidades do material para converter-se, em seu estado natural, sem ser alterado com pintura, em uma obra de arte. Essa foi a visão que teve ao contemplar o envoltório e ensaiar formar com ele. Daí o título da obra que agora está em exibição na Casa de Victor Hugo.










Nesta exposição estão também uma aquarela e três óleos sobre tela em pequeno formato, sem título, do pintor Lorenzo Padilla. Este artista obteve uma bolsa do Museu do Prado nos inícios dos anos sessenta e desde finais dessa década vive na França.
Francisco o descreve como uma pessoa de grande sensibilidade e elevados princípios. Doou obras de arte à cidade de Matanzas e também uma coleção de arte africana que está em exibição no Museu de Arte Africana de Matanzas. Por este motivo, recebeu a Distinção pela Cultura Nacional no ano de 2006.

O lugar escolhido para esta exposição também não parece ser casual. Se trata do Centro Cultural Casa de Victor Hugo, situado na rua O’Reilly de Havana Velha.

O célebre escritor francês nunca viveu neste lugar, porém este Centro foi inaugurado em 16 de abril de 2005 para render-lhe homenagem por sua solidariedade com os cubanos que lutaram pela independência contra a metrópole espanhola no século 19.
Também se diz que manteve correspondência com nosso Apóstolo José Marti. Daqui se difunde a cultura francesa na comunidade, com aulas de línguas, conferências e mostras de filmes.
Neste local permanecerá aberta a exposição “Cimarrones em Montmartre” até 15 de fevereiro.



HAVANA TIMES, 7 février.
Yusimi Rodriguez, photos: Alejandro Morales













dimanche 29 juillet 2012

Quand s'appelait... Norma Jean . ASSEMBLAGE


La réalité derrière la légende.

Norma Jean n' est autre que Marilyn Monroe.





" La réalité " 23 x 32 cm. T. mixte, assemblage. Francisco Rivero




" La légende " 23 x 32 cm. T. mixte, assemblage. Francisco Rivero











dimanche 22 juillet 2012

Une unité de style. Friedrich Nietzsche



La culture, c'est avant tout une unité de style qui se manifeste dans toutes les activités d'une nation."





"Campesina". Óleo s/ tela. 1939.  Rene Portacarrero. Cuba




" Fuerza de trabajo ", Marcelo Pogolotti. Cuba




" Aguamarina ", 1931 Marcelo Pogolotti. Cuba





Amelia Pelaez 1942. Cuba





Amelia Pelaez 1958. Cuba
















samedi 16 juin 2012

POP-CIBLE , à la Galerie Lazarew. Paris - France

 

Exposition Fidia Falaschetti

 / 14.06.2012 - 28.07.2012







Vernissage le jeudi 14 juin à partir de 18h30
Avec humour et une bonne dose de sarcasme, l’artiste florentin Fidia Falaschetti présente sa première exposition personnelle en France, POP-CIBLE, à la Galerie Lazarew.
Graphiste, illustrateur et photographe pour la publicité, Fidia connait bien les engrenages du système, qu’il s’amuse à tourner en dérision dans une oeuvre dense et variée: installation, dessin, sculpture, etc.

Avec force et ironie, il interpelle le spectateur dans une «surenchère» d’objets et de situations absurdes. La pomme rouge vif d’Apple Care, prête à être dégoupillée, ou la cigogne livrant un sac poubelle de Born to Be a Lie sont autant de pistes de réaction aux non-sens de la société contemporaine.

Les variations pop de Fidia Falaschetti, en écho à l’exposition Ma l’Educazione actuellement à Brescia (Galerie Colossi Contemporaneo), mettent à contribution les visiteurs, libres de les interpréter selon leurs propres références.









Francisco Rivero, Yuriko Takagi, Fidia Falaschetti et Antoine Kruk.








mardi 20 juillet 2010

Mes ancêtres m'ont appris que



le temps est le seul juge de l'art et de la vie.


Créer un temps hors du temps.




L'oeuvre plastique de Francisco Rivero
représente une identité sans masques.


E. Thomas





" Comme un fleuve " & " Comme la mer "




" Les racines "




" Notre Amérique "





" Point "





lundi 12 juillet 2010

Juan Gualberto Gomez y Ferrer



12 VII 1854 - 5 III 1933



La pierre angulaire.



La Fraternite






" La Fraternite "
collage





Edouard Glissant



Un écrivain et poète martiniquais.




La notion de différence est entrée dans la pensée mondiale

La créolisation




La diversité a pénétré l' inconscient du monde.
C'est pourquoi
dans la créolisation, Je peux
changer en échangeant avec l'autre,
sans me perdre,
ni me dénaturer . Les pays qui n'accepteront
pas cela
prendront sans aucun doute beaucoup de retard.



















HAÏTI......


12 janvier - 12 juillet
2010




Porte la memoire














dimanche 11 juillet 2010

Assemblage



Une démarche intuitive et singulière


Un Ange à mon atelier


Une Peinture - assemblage repoussont loin
les codes et les normes.
Un rytme différent, les vides, et le pleins
dialoguent dans une autre résonance si particulière







" Narcise "





" Femmes & Hommes "




" TERRE "

Sur chaque continent, Il peignit
l'ancêtre de forêts à venir, sa majesté
L'ARBRE

Entre ses recines, un poil du
pinceau resta accroché.

Quelques instants plus tard,
deux bourgeons apparurent. Bientôt, des
brins d'herbes se multiplièrent.

Parce que ces pousses étaient sortie
du sol, le Poéte en fit le symbole même de la
TERRE







mardi 6 juillet 2010

Le parc de Verkiai Vilnius - Lithuanie


Réalisation plastique
dans le parc de Verkiai.
Vilnius - Lithuanie


ETE



Ce travail fait allusion aux "Krikstas", de la péninsule de Courlande en mer Baltique, ces mystérieuses stèles funéraires qui remontent à l'époque païenne. Il s'agit de planches de bois profilées de manière différente qui représentent des fleurs, des coeurs, des têtes d'oiseaux ou des chevaux, ou encore des silhouettes humaines. La péninsule de Courlande est inscrite au Patrimoine de l'Humanité de l'UNESCO.












Photo, Francisco Rivero C.




samedi 13 mars 2010

Extraits

Franchir la frontiére
( Extraits )

III
Il n'a plus peur
d'être pour ou contre
le ridicule et la bêtise
la suspicion ou le risque.
Il est délibré de la peur.
Dansons dans la maison de la toupie.

( Gilberto Seik )


En mémoire de
Jean Ferrat
Ecrivain, musicien, chanteur. Français
26 XII 1930 - 13 III 2010






lundi 8 mars 2010

Poésie, et Réalité

UN LIEU OÙ S'ASSEMBLENT MYTHOLOGIE, POÉSIE, ET RÉALITÉ

LA HAVANE

Tout à coup, la variété des formes et des tonalités est aveuglante : lumière, arbres, couleurs, lampadaires, locomotives à vapeur, édifices emblématiques, femmes et hommes. La vie d'une société où Spartacus renaît jour après jour, année après année.

Dans cet archipel caraïbe, au caractère mythique, aux cieux prophétiques : Cuba.

Pour comprendre sa résistance, laissons de côté les stéréotypes, la logique cartésienne, et même la métaphysique.

Ne nous trompons pas, ses racines naturelles ne se résument pas aux idées reçues : sucre, tabac, rumba et rhum. Les racines naturelles de ce peuple plongent dans un rêve collectif des vivants et des morts, rêve d'échapper à la malédiction d'un destin annexionniste au profit de son puissant voisin du nord.

Cuba est une élégie au Spartacus du XXI ème siècle.